Porque a lisura me atacou e eu tive que fazer um programa de liso...
Pedi “dez conto” pra mamãe, peguei meu cartão de transporte – que eu não uso há décadas, graças a Deus! - e fui!
Destino? Calourada Geral da UFMA!
E por que dez conto?
Porque com dez conto dá pra comprar o necessário pra festa ser boa: Uma garrafa de vinho São Braz e, já na volta pra casa, um cachorro quente do Sousa – que eu não consigo comer todo, é verdade, mas ele também não vende só a metade! rsrs
Mas sabe o que foi o pior de tudo?
A porra da noite foi legal! Várias pessoas bonitas, uma musiquinha até que engraçadinha e muita, mas muita macaquice dos três bêbados – este que vos escreve, o amigo louco que inventou a história de calourada e a amiga que dá trela pra doido, versão renovada – porque agora ela enche a cara!
Tava tudo lindo até que, umas 22h30min, São Pedro resolve querer bagunçar com a craa de todo mundo e manda brasa na torneirinha dele. A chuva começa a cair e todo mundo começa a correr, cada um pro seu cada qual: os donos de carros corriam pros seus respectivos, enquanto os outros – inclusive nós, pq eu inventei que, se era pra ir pra calourada, tinha que ser como se ia antigamente: de buzão! – corríamos pra parada de ônibus mais próxima – que, detalhe, era lá na entrada da UFMA!
Como tooooooda aventura tem seu fim porque logo o comodismo dá as caras, euzinho aqui puxei o celular do bolso pra ligar pra casa pra irem me pegar, porque eu não sou masoquista ao ponto de querer vir junto com um monte de gente suada se esfregando em mim, dentro de um ônibus morto de quente, porque os bonitinhos que sentam às janelas fecham logo tudo porque se pegarem qualquer respingo de chuva correm o risco de derreterem...
Enfim, paradinha básica no IML – é, no IML! – pra esperar papai... a noite fica mais interessante ainda: a tal amiga versão renovada resolve querer chamar Raul! E como ela se acha muito linda – e se confia no seu querido papai, que também é PULIÇA -, ela resolve que vai vomitar bem ali no meio de todo mundo, no chão, “porque aqui tem aquele homenzinho da Diplomata e ele é pago pra isso!”.
Depois de eu dar logo uma esculhambação nela por causa do preconceito idiota, arrastei-a e ao amigo bêbado – porque nessa hora eu já tava quase bom... bendita cirurgia! Auihauhuh – lá pro finalzinho da rampa, bem ali mesmo, no cantinho onde os nossos irmãos descansam em paz, esperando por serem cortados todos. Enquanto a louca chama Raul lá de dentro das profundezas, o outro começa num ataque de pânico, porque ta muito perto dos mortinhos, falando sem parar. Detalhe pra chuva que caía, a minha máquina super-hiper-mega-ultra-cara-e-sensacional ta lá, pegando aquela chuvinha também!
Detalhe²: a pobraiada descendo pro lado de fora da UFMA, pra conseguir pegar ônibus e, ao ver a louca vomitando, começa o coro: “Vomiiiita, bebê!” ushuhasuhauhsuahsuh
Depois de muito vômito, papai chega pra nos buscar... entramos todos no carro, o cheiro do vinho exalando, meu amigo começa a rir dela, e ela diz: “Para, menino, eu to é com soluço!”. Papai, sorri, na dele, enquanto no traz aqui pra casa. Chegamos aqui, ele sai pra resolver umas coisas e nós ficamos cuidando dela, que ainda vomitou horrores no meu banheiro. Mamãe, que gosta muito dela e a acha a mais centrada de todas, ria horrores da cara dela, e tirava uma onde legal também...
Aí, pra fechar a noite, papai volta, uns 20 minutos depois, a amiga tá lá, sentadinha, com a cara triiiiiiiiiste, falando o tempo todo: “Nunca mais eu bebo!”, quando papai chega e pergunta, na cara mais cínica de todos os tempos: “E aí? Tá melhor do soluço?!” ahushuahsuahushauhsuah
Por isso que eu digo, povo: eu num roubei não, eu herdei! Auhauhauha
Xeru pra todo mundo!
