segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Decepção
Mata. Lenta e dolorosamente.
Porque a dor da decepção é comparada a dor da perda de alguém querido. Dói fundo na alma a cada vez que você lembra de um momento feliz que teve ao lado de uma criatura que te prometia mundos e fundos, mas que quando você virava as costas, prometia outros mundos e outros fundos para outros alguéns. E daí esses momentos felizes tornam-se falsos, porque você percebe que aquela felicidade era baseada numa mentira, e aí essa felicidade deixa de ser feliz. E você deixa de ser feliz junto com ela.
E daí você chora. Você xinga. Você bebe. Você quer dar uma garrafada na cara, se encontrar na boate. Você quer matar.
E daí você se acostuma com a ausência. Você vê que as coisas estão começando a melhorar. Você está bem.
E você descobre que isso é porque ela - a tal decepção - terminou de matar aquele bendito pedacinho de você, e tudo passou. Passou a dor, passou a raiva, passou aquele sentimento pelo outro que insistia em te acompanhar, mesmo você não querendo mais... e você percebe que as coisas boas voltaram a acontecer – se é que deixaram de acontecer.
E você começa a dar mais valor a você mesmo, aos seus amigos que nunca te abandonaram, aos novos amigos que você vai encontrando pelo caminho... e, claro, à nova pessoa que aparece na sua vida, pra reconstruir todos os seus sonhos coloridos de um final feliz. E isso vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde, é claro que vai acontecer. É só ter calma e esperar, porque como também dizem por aí, “se não deu certo, é porque ainda não chegou ao final”.
Uma ótima semana pra todo mundo. =)
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Visitas
Tava olhando ali minhas coisas e achei esse texto que eu escrevi há um tempão, que er apra colocar aqui, mas que não sei por qual motivo, não coloquei. Mas agora tá aí, pra vocês, como sempre, se divertirem rindo da minha cara, rs.
__________
Estava eu em minha pequena casinha, coçando fazendo muito pouca coisa, só aproveitando o feriado, mais mal vestido que um mendigo com roupas de ficar em casa... tudo lindo, tudo ótimo, tudo muito ungido [/Cleyciane mode OFF. ].
De repente, não mais que de repente, a campainha toca. Eu que num sou porteiro, fiquei na minha mesmo, porque eu num tava esperando ninguém e, se eu bem conheço a rotina de casa, era o vendedor de camarão perguntando se “a patroa num ia querer um camarãozinho...” enfim, continuei fazendo as minhas coisas.
Daí que uns 2 minutos depois, metem a cara na porta do meu quarto. Era um parente, que aparece lá em casa de década em década. “Deve ter vindo trazer o outro parente pra almoçar”, pensei. Falei com ele, tomei a bênção e voltei pro meu note, que tava mais interessante.
Seria tudo muito simples, né não? Seria. Mas comigo as coisas são simples, boas e de Deus?
[todo mundo em coro, vamos lá:] NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO!
De repente escuto um barulho. E uma voz. Uma voz esganiçada, e que não cessava.
Pois é. Era o parentinho. Uhum, o filhote de parente, que tem 4 anos. Ahan, isso mesmo.
E eu amo pequenas pessoas, vocês sabem, né? #Not.
Detalhe¹: acabou que eu num falei pra vocês que finalmente ganhei o meu melhor presente do mundo inteiro, o meeeeeeeeu helicóptero sensacionalmente sensacional. Pois é, depois do que aconteceu aqui, na parte 5 e de muito me enrolarem, eu recebi. É verdade que quebrei no mesmo dia que eu ganhei, porque eu sou lesado e num sei pilotar o bichinho ele é doido e sai voando descontroladamente pra todos os cantos, menos pra onde eu quero que ele vá, e que usei de toda a minha cara de pau pra ir lá onde compraram e dizer que ele NUNCA nem tinha subido, só ficou lá piscando, sem fazer nada... e trocaram! Uhuuhuh Pois é, só sei que como eu tenho cara de honesto apesar de não sê-lo, eles ficaram com muita peninha de mim e trocaram o bicho, e agora eu tow com um novinho lá em casa, que eu tenho medo de pilotar pra num quebrar de novo, já que os 7 dias já passaram, e agora num vão mais trocá-lo... Daí que eu tinha saído um dia antes pra brincar com ele, e quando voltei pra casa, o deixei lá em cima da cadeira do meu quarto. Ok.
Daí que trouxeram o parentinho pra falar comigo como se eu fizesse questão. Tá. Quando ele entrou no meu quarto, a primeira coisa que o cão gritou foi:
“OLHA PAPAAAAAAI! UM HELICÓPTEROOOOOOOOOOOOO! EU QUERO BRINCAR COM O HELICÓPTEROOOO!”
Oi? Como é que é?
Parentão mandou ele falar comigo, e ele veio apertar minha mão e me dar um abraço, sem tirar os olhos do meeeu helicóptero. Eu olhei logo pra cara dele com aquela cara de “Nem inventa!”, mas ele era meio sem noção e ficou o tempo todo dizendo: “OLHA O HELICÓPTERO, PAPAI! OLHA O HELICÓPTERO, PAPAI!”
Eu só olhava pra Parentão, com aquela cara de “Num te faz de doido tu também!”. Parentão me olhava e olhava pro cãozinho, e ficamos nessa. E cãozinho dizia que queria brincar e perguntava onde era que tava o controle, porque pra brincar com ele precisava do controle... eu só olhava pra cara dele com aquela cara de “Ahan, Cláudia, senta lá!”.
O cãozinho sai desesperadamente do quarto, sem ter nem pra quê. “Se tocou que ele num vai nem pensar em tocar no meu helicóptero”, pensei. Estou pegando o computador de volta, quando ouço: “Olha, parentãozão! Um helicóptero! Cadê o controle do helicóptero? Precisa do controle pra brincar com o helicóptero! Eu quero brincar com o helicóptero!”. Viro e vejo que o cãozinho foi buscar Parentãozão lá na baixa da égua pra ver se ele deixava ele brincar com o helicóptero. Parentãozão, que é doido pelo menino, olhou com aquela cara de “deixa o menino brincar” pra mim. Eu só virei as costas. Hunf.
Só sei que o cãozinho ainda foi buscar a mãe dele e papai pra verem o helicóptero. Papai quando chegou no quarto e percebeu o que tava acontecendo, olhou pra mim, começou a rir e disse: “Não, não dá pra brincar com ele não, tá quebrado...”. o guri ainda frescou mais e, não satisfeito, foi buscar mamãe, que também foi o sensata o suficiente pra dizer que o bicho tava quebrado e num dava pra brincar. Parentão, que nuca chegou a sair do meu quarto, resolveu finalmente tirar o menino de lá, pra sossego do meu juízo.
Mas não é só isso!
O diabo do cãozinho ainda tomou o restante da caixa do meu suco de laranja caseira – mas não de uma forma educada: ele abriu a geladeira, viu a caixa de suco, pegou, abriu e tomou, na boca! Simples assim! – gritou e correu a casa inteira enquanto Irmã Humilhadora e eu tentávamos dormir e, por fim, tentou se jogar do buraco – porque lá em casa tem um vão que serve como clarabóia. Ele é num nível mais alto que o cão, óbvio, e tem umas barras, pras coisas/pessoas não correrem o risco de cair por lá. Pois o cão subiu e tava já se ajeitando pra pular de lá (tem uns 4m de altura de lá até o piso do andar de baixo) quando papai resolveu ir ao banheiro e catou o cão lá de cima infelizmente.
Resultado: prenderam ele no terraço (que tem uma grade altona, que não ia ter como ele pular) até o fim da visita.
Enfim: já avisamos que quando esse povo for lá pra casa, mamãe e papai tem que nos avisar antes, pra dar tempo de nós sairmos de casa pra um lugar bem longe! RS
Ótima semana pra todo mundo!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Murphy + Meu Cartão Pôdi = Vontade de meter a cara no c*
Depois de um longo e tenebroso inverno, eis-me aqui de volta, para fazer vcês rirem da minha cara com as merdas que o universo insiste em jogar pra cima de mim. =)
Então, deixe-me contar essa pra vocês: Dia desses, fui almoçar com Amor. Como estávamos trabalando relativamente perto, marcamos de nos encontrar num restaurante que tem no local onde Amor trabalha. Ok.
Meio dia arrumei minhas coisas e fui pra minha parada pegar meu ônibus naquele sol miserável de meio dia. (Agora imaginem Sandy cantando: "Olha o que o amor me faz...", porque só com MUITO, MAS MUITO AMOR MESMO eu me presto a pegar ônibus, principalmente tamanho meio dia. Mas enfim...) Peguei meu ônibus, saí me coisando pra num me esfregar no povo que tava mais suado que eu e, alguns minutos depois, cheguei ao local.
Ok.
Detalhe¹: eu já estava trabalhando, mas não havia recebido dinheiro ainda, pois não havia completado o mês. Tinha recebido só o dinheiro do transporte, que tirando as coisas que eu comprei, havia sobrado R$12. Aí, quando marquei com Amor, falei "ei, só tenho R$12, tu completas pra mim o que der o almoço?", no que Amor, pessoa mais compreensiva do universo, disse que sim, sem prob. Ok.
Chegamos, nos encontramos e fomos pra fila (medonha, diga-se de passagem). Amor diz que tem uma moeda de R$1 pra me entregar (porque eu tenho um cofre só com elas)> Eu fico feliz e agradeço. Bandeja em mãos, começamos a nos servir. Amor disse que parecia que eu nunca havia comido na vida, só porque eu sou desses que num tow nem aí pra nada e vou colocando tudo o que eu acho bonito no prato, nem ligando pressas coisas de "isso num combina com aquilo". Comida é comida, vai tudo parar no mesmo local, então tow nem aí pra essas frescuras. Enfim, fui colocando as coisas: carne, peixe, camarão, frango, arroz, farofa... meu prato tava lindo de morrer! Amor, vendo aquilo, disse que pensou "Rapaz, como é que pode uma pessoa lisa fazer um prato desses?! Vou colocar pouca coisa no meu, porque o dele vai ser caro pra poxa!", e pôs só um pouquinho de coisas no prato. Eu, com meu prato já estava, só esperei que Amor terminasse de servir-se. Ok.
Caixa. Peso o meu: R$12,56. Como não ia tomar refrigerante mesmo, falei pra Amor: "Ó, tu só vais ter que completar 56 centavos no meu prato." Ok. Amor pesa seu prato, pega o refri, tal... Total da conta: R$22,63. Amor dá R$15 em dinheiro e manda passar o resto (R$7,63, pros lentinhos) no débito. Eu entrego meu cartão pra moça.
Nisso, Amor fica com frescura: "Ooooolha, cuidado que esse menino é caloteiro! Tem muito prato aí? Ele vai já ter que lavar prato!". Eu olho pra Amor com cara de desprezo e digo "Deixa de loucura que tem dinheiro na minha conta!". A moça me entrega a máquina pra eu digitar a senha. Digito, devolvo e espero.
Pííííííííííí.
Eu faço cara de "ahn?". Ela, meio assim, diz: "Senhor, não passou.". Eu olho e digo: Passa de novo, que tem dinheiro aí. Amor, pessoa boa que é e que, quando fica nervosa, começa a rir, começa "IIIhhh... vai ter que lavar praaaaaaaaaato...". A moça do caixa olha pra Amor, com um sorriso amarelo... eu fico olhando pra cara dela, já apreensivo. Ela me entrega a máquina de novo, eu digito a senha e espero.
Pííííííííííí.
- Senhor, não passou.
- Mas como?! Eu tenho esse dinheiro, gente!
- Senhor, são R$7,63. S-E-T-E-R-E-A-I-S-E-S-E-S-S-E-N-T-A-E-T-R-Ê-S-C-E-N-T-A-V-O-S. (Porque ela falou assim, soletrando, praticamente.)
- Filha, eu tenho esse dinheiro... Já ficando puto.
Eu viro pra Amor e pergunto: tu tens esse dinheiro, no que Amor responde que não, e pergunta: "Tu tens o dinheiro? Então vai bem ali no caixa eletrônico e tira!". Eu perguntei se a moça podia esperar, e ela disse que sim. Lá fui eu.
Quando eu tiro o saldo, quanto era que tinha a minha conta?
R$6,76.
Pois é. A Caixa tinha descontado umas coisas lá, que me deixaram só com R$6,76.
Volto pro caixa, e digo: "Filha, passa R$6,56". Ela me olha com aquela cara de "Ahh, éééé? Num era tu quem tiiiiiiiinha o dinheiro na conta?". Eu falo, revoltado: "Porra! Eu vou matar mamãe! Ela usou meu cartão e não me avisou!". Digito a senha, talz. Pronto, passou.
Ela vira e diz: mas ainda faltam 87 centavos...
Aí eu lembrei da minha moedinha que Amor ia me dar... Falei, aí AMor entregou pra ela. E saímos de lá.
Sentamos à mesa e simplesmente não conseguíamos almoçar, de tanto que ríamos. E amor o tempo todo me chamando de liso. Aí Amor me entrega a nota e diz: "Taí, entrega pra tua mãe e diz que ela tá me devendo!". Não achei justo fazer a pobrezinha levar a culpa daquilo, aí falei pra Amor que mamãe num tinha usado o dinheiro não, que eu só tinha dado quela desculpa pra mulher do caixa num achar que eu era liso demais. auhsuahsh. Só sei que amor quase se mija de tanto sorrir da minha cara. (dá uma olhada nesse post e descobre o porque de eu colocar a culpa na bichinha).
O que aprendemos com isso?
Amor disse que só sai pra almoçar/comprar/fazer-qualquer-coisa-que-eu-tenha-que-pagar se eu mostrar um extrato da minha conta antes. auhsauhsauhs
Enfim... era iso, pessoas.
Um ótimo começo de fim de semana pra vocês.
Xau, xau!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
#InfernoAstralFacts - Parte 02
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
E no último dia do ano...
Pois é, coisas de hotel de classe supereconômica: o café não tá incluso na diária e custa exorbitantes 7 reais.
Mas daí que eu tava louco pra tomar um café com leite e desci.
Comprei minha senha e entrei no restaurante. Uma fila do cão. Explicação? O hotel fica na esquina da consolação com a paulista, então todas as pessoas do universo que vão correr na são silvestre resolveram hospedar-se aqui. Pois é.
Peguei minha bandejinha e fui escolhendo as coisas: 2 fatias de pão de forma integral, 5 mini croissants, 1 copo de suco de laranja. Como a bandeja era pequeninha, fui atrás de um lugar pra deixar as coisas, pra então pegar meu café com leite e sentar. Procurei e só tinha um lugar vago, numa mesinha pra 3 pessoas. Lá tinha uma miniatura do cão, sozinha. Nisso, uma pessoa da mesa ao lado brincou com ele e virou-se pra tomar café. Vendo então que os progenitores do cão tavam na outra mesa, e que não havia lugar pra sentar, deixei minha linda bandejinha lá e voltei pra pegar o meu tão sonhado café com leite.
Quando eu tow me virando pra ir sentar, passa um afro-descendente com uma bandejinha na mão... Uma bandeja muitíssimo bem arrumada, esquisitamente com 2 2 fatias de pão de forma integral, 5 mini croissants e 1 copo de suco de laranja.
Adivinhem? Era a minha bandeja.
Corri atrás dele e o cutuquei.
- A minha bandeja, por favor.
- Ah, é sua?
- É sim. Posso saber por que o senhor a retirou de onde ela estava?
- Porque eu estou sentado naquela mesa com o meu filho.
- E...?
- E daí que eu estou sentado lá com o meu filho, e você colocou a bandeja lá.
- Sim, meu senhor... e daí?!
- Que se eu estou sentado com o meu filho lá, você não pode sentar.
Pausa pra respiração profunda que eu dei, pra não socar aquele homem - porque depois eu ainda ia preso, pq iam dizer que eu era racista.
- Meu senhor [o mais calmo que eu consegui falar], eu não sei se o senhor notou que o restaurante está lotado. Eu também não sei se o senhor sabe que isso aqui não é um cruzeiro, onde cada quarto tem uma mesa marcada. Então o senhor faça o favor de me dar a minha bandeja, porque eu quero me sentar e tomar o meu café!
- Mas eu estou sentado lá com o meu filho.
- Meu senhor [respiração mais que profunda] eu lhe juro que eu não me importo com quem o senhor está sentado. O senhor poderi estar sentado com o próprio Deus em pessoa, que eu iria me sentar naquela mesa do mesmo jeito. [e tomei a porra da bandeja da mão dele].
Fui e me sentei. Ele chegou.
- Mas isso é um absurdo! Eu já estava sentado aqui com o meu filho!
- Meu senhor [eu juro que eu ia bater naquele velho] eu não tomei o seu lugar, muito menos o do seu filho: ele continua sentado e continua havendo um banco pro senhor sentar...
- Mas tem o meu filho, que quer brincar, ele precisa dos 2 bancos...
Para o mundo que eu quero descer. Então eu tenho que tomar café em pé porque o cão do filho dele precisa de 2 bancos, porque quer brincar?
Eu juro que peguei a bandeja pra jogar na cara do velho, mas na hora que eu levantei pra discutir de verdade com ele, umas senhorinhas da mesa ao lado me chamaram, pra eu ir sentar lá. Agradeci, deixei minha bandeja lá. Quando eu ia saindo, ele disse "muito obrigado!", no que eu respondi "vá pro quinto dos infernos, o senhor, su filho e o banco!".
Ele quis engrossar, as senhorinhas disseram pra ele se aquietar, num sei quê... ele se sentou resmungando, enquanto elas me davam a razão e diziam que não valia a pena brigar com aquele tipo de gente.
Daí que Deus me deu um presente: mandou um mais doido do que eu.
Chegou um cara - jeito de roqueiro - e puft! Sentou no banco, sem avisar, nem nada.
O velho louco começou a reclamar, e o que foi que o cara fez? Num deu um pio sequer, comeu o café dele todinho, sem dar atenção pro velho. Ao final, quando ele levantou e o velho tava terminando de chamá-lo de mal-educado, ele levantou, tirou os farelos de torrada do colo e mandou dedo pro velho! auhuhsuahsuahsuhauh
Serinho?! Me senti vingado! uhsuahsuahuahs
Besta, afro-descendente féla da puta!
______
Enfim, pessoas! Um 2010 sensacional pra vcs! Que tudo de bom se realize na vida de vcs! ^^
Xerus, até ano que vem!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Sábado
Paro no sinal da Cohab, até porque ali tem pardal e eu num ia levar uma multa de graça.
Tou eu aqui, cantando "They tried to mak me go to rehab, I say 'no', 'no', 'no'" quando, de repente, não mais que de repente, vem o filho da puta pra querer lavar o vidro e arrancar meu rico dinheirinho. Antes mesmo dele chegar, fiz logo que não, mas ele era teimoso e veio assim mesmo.
Encostou no carro.
Eu continuei fazendo que não, mas ele era teimoso MESMO.
Chegou na minha janela.
Foi aí que eu descobri: ele num queria lavar o cidro do carro não... ele ficaria só com a segunda parte mesmo, a de arrancar o meu dinheiro.
Pois é. Ele resolveu que ia me assaltar.
Mostrou a peixeira dele, que
Pois é. Fudeu a porra toda.
Ele falou lá alguma coisa que eu num entendi direito. Só sei que a primeira coisa que nós vimos foi o quê? o quê? o quê?
Meu celular.
Pois é.
Dei, né?
E lá foi o afro-descendente filho da puta, com meu shine na mão, como se ele somente tivesse lavado meu vidro e estorquido o meu dinheiro. =(
Enfim, hoje resgatei meu chip, mas ainda tow sem um celular pra chamar de meu. Vou ver se compro meu iphone nas enroladas.
Alguém aí sabe onde é que desbloqueia iphone aqui em sls?!
Beijos pra todo mundo!
_______
Ah! E um beijão pra Lia, que eu fiquei sabendo que ela gosta muito dessas coisas aqui. ^^
domingo, 20 de setembro de 2009
Pagando as dívidas - parte 03
Pois é. Finalmente a 3ª parte do post sobre as dívidas.
Então... Depois de o tele-atendente me desejar boa sorte após me comunicar que eu devia simplesmente R$247.419,54, eu sorri, né? Porque enfim, eu num ia nem me preocupar com essa loucura...
Poooois é... No outro dia, fui atrás desta loucura no número que o rapazinho me deu. Se vocês me deram um número que existisse, ele me deu também. Ligo, nada!
Como eu estava uma pessoa super afim de ter meu nome limpo, fui lá na Riachuelo. Saí um pouco mais cedo do trabalho e fui lá. De novo a mesma coisa: centro, aquele inferno pra estacionar, talz... Mas até que Deus tava de bom humor comigo: arrumei uma vaga pertinho de lá, sem nem ter que dar 10 voltas no quarteirão. Tudo tava correndo bem, então eu ia resolver aquilo. Lei da atração nessas horas é o que há.
Entrei, peguei minha senha... só duas pessoas na minha frente... é, papai do céu realmente ta me ajudando. Rapidinho fui atendido. Bla bla bla, talz... o cara vê meu débito.
“É... uhm... olha, aqui ta constando um valor meio alto, vou ali falar com a minha gerente pra gente lhe dar um desconto”
Ok.
Ele vai, passa uns 5 min e volta:
- Seguinte, é porque esse seu caso é melhor a gente ver com a matriz, porque a minha gerente aqui não vai conseguir lhe dar um desconto tão bom, e na matriz, eles podem. Só que como já passou das 18h, lá já fechou. O senhor vem amanhã um pouco mais cedo, pode ser?”
Ok. Não custava nada, né, já que iam resolver a minha situação. Ok.
Dia seguinte saio mais cedo do trabalho maaaaaais uma vez e vou lá. Vaga não tão fácil, 5 pessoas na minha frente. Ok, vamos esperar. Uns 20 min depois, me chamam, eu explico a situação. A menina fala do débito do cartão e eu cito que tenho um empréstimo. Ela fala que vai verificar.
Eu juro que queria ter filmado a cara dela quando ela viu o valor. Foi uma mistura de susto e riso, ao mesmo tempo. Ao final, ela se decidiu pelo riso, deu uma gargalhadinha na minha frente e disse:
- Sr. Thyago, porque aqui ta constando um valor absurdo pro senhor: R$ 249.718,63...
- Quê?!
- É, senhor... R$ 249.718,63
Pausa.
Mais de dois mil reais de juros em só dois dias?! Serinho, aquilo era pra rir. E foi o que eu fiz. Gargalhei.
Expliquei pra ela o valor “antigo”, ela sorriu de novo e foi falar com a gerente.
Uns 15 minutos depois, ela volta, pedindo pra eu voltar no ooooooooutro dia, porque mesmo com o desconto máximo que a gerente tava dando, ainda tava muito caro... que eles iam mandar um e-mail pra matriz e que no outro dia resolveriam. Ok. Embucetei-me um pouco, mas como até ela mesmo riu, relaxei.
Isso foi na semana antes do feriado. Como eu gastei todo o dinheiro, esperei chegar a segunda quinzena – porque eu recebo quinzenalmente, em um dos lerê-lerês - pra ir lá de novo. E assim o fiz.
Desta vez, fui com mamãe, que tinha umas coisitas pra resolver lá também. Chegamos às 13h30min lá. Peguei minha senha: 457. Em qual estava? 425. Pois é! Apesar de eu num suportar esperar, tinha me decicido a resolver aquela situação naquele dia. Mostrei pra mamãe que, espertinha que só ela, pegou uma senha de atendimento preferencial – ela tem mais de 60 anos – e disse que ia resolver pra mim. Ok!
Menos de 10 minutos depois, chamam a senha de minha querida mamãe, que vai na sua saga de tentar resolver minha pequena conta.
Logo vi que a menina que tava atendendo madagracinha era uma pessoa com cara de lerda. Depois de uns 10 min sem ela sequer ter levantado – porque como eu já estou escolado, eu sei que eles tem de ir lá dentro falar com a gerente pra ver um desconto – eu fui lá. Ela tava dizendo pra mamãe que o valor era aquele mesmo, que eu tinha que ligar pro call Center. Eu me meti e disse que já havia feito isso e a indicação era de que eu resolvesse na loja. Ela me olhou com cara de “por um acaso eu estou te atendendo?” e respondeu que eu haveria de ligar. Eu disse que já havia ligado e que, inclusive, aquela era a 4ª vez que eu ia à loja, pois da última ficaram de ver um desconto pra me dar um valor SENSATO pra eu pagar. Ela, com a mesma cara de “por um acaso eu estou te atendendo?”, disse que iria verificar a informação. Eu, antes que me embucetasse, fui me sentar.
Mais uns 5 minutos, mamadi [caminho das índias mode off] volta, com um pedaço de papel na mão. Perguntei o que era, ela disse que era ao telefone para o qual eu tinha de ligar e a proposta de parcelamento que a menina havia feito. Take a look na foto abaixo (clica pra ela ficar grande e tu poderes acompanhar direito a história)
Pois é. A vagabunda mulher com cara de lerda e um buço mais cabeludo que o meu bigode queria me dizer que eu ainda devia R$ 18.514,56, e que eles estavam me dando um maravilhooooooooso desconto pra pagamento à vista, que sairia por SOMENTE R$14.100,00. Mas, se eu não tivesse como pagar à vista, eu poderia parcelar, claro! Uma entrada de R$2.820,00 + 14 parcelas de R$1.121,04.
Indignei-me e falei pra mamãe que só saía dali com aquilo pago. Olhei pro painel, ainda faltavam 23 senhas a serem chamadas antes da minha. Sentei-me, mandei mensagem dizendo que ia me atrasar e esperei.
Neste ínterim, liguei para minha pequena amiga dotôra adêvógada que ta doida pra eu processá-los só pra ganhar um troco e perguntei o que fazer. Ela disse que era pra eu pedir que imprimissem meu extrato, com o valor da conta e que levasse pra ela. Ok.
Às 15h32min eu finalmente fui atendido. Entreguei o papel da senha, expliquei logo que queria saber do valor do empréstimo, não do cartão. A menina olhou.
- Senhor Thyago, o valor do seu débito, atualizado, é de R$261.631,04.
Eu já estava uma pessoa tão puta qu Enem sorri do absurdo. Só olhei pra cara dela e disse:
- Agora você vai me dar um valor que não seja absurdo.
- Só um momento, deixa eu ver o desconto que eu posso lhe oferecer... [alguns minutos depois]. Senhor, eu posso fazer pro senhor por R$14.100, à vista....
- Minha filha, chama a tua gerente. Eu já vim aqui 4 vezes pra resolver isso, toda vez me mandam voltar, eu fico perdendo trabalho... acabou a graça! Chama teu gerente e aproveita e me dá logo alguma coisa impressa com esses valores bem aí.
- Senhor, eu não posso lhe dar impresso...
- Mas tu vais me dar. Imprimei meu extrato bem aí. E outra coisa: da última vez que eu vim este inferno aqui, pediram pra eu voltar no outro dia, pois iriam me dar um desconto DECENTE, pra que este débito passasse a ter um valor menos ridículo. Vai atrás da tua gerente e te resolve com ela, eu só saio daqui depois que vocês resolverem me passar um valor condizente com a realidade.
- Senhor, mas eu não posso lhe dar nada impresso, se o senhor quiser, eu anoto em um papel...
- [puxando o celular do bolso] Vem cá, tu vais querer me dar esse extrato ou tu preferes entregar pra minha advogada?
- Só um minutinho, Sr. Thyago... (e se levantou).
É. A minha vontade era de rir, mas se eu risse, eu perderia a pose. A menina, coitada, na hora que eu falei em advogada, ficou branca. Olhei pra mammys, ao longe, e sorri. Ela fez um sinal de legal e eu voltei pro meu ar de estou-muito-puto-e-vou-processar-esta-porra-toda. Uns 2 minutos depois, a bonita volta.
- Senhor, eu falei com a minha gerente e, como o senhor é um cliente especial ela lhe deu um desconto um pouquinho maior. O valor do seu débito total, pra pagamento à vista, é de R$ 604,03.
Cliente especial? Doido, o limite do meu cartão era R$360, desde quando um ser humano com este limite é especial pra alguém?!
R$604,53? Viu como a gente tem que dar uma de doido, pra conseguir as coisas?
Pois é. Paguei a bosta e, de quebra, ela me deu um documento que mostra os valores dos meus débitos o que, segundo pequena amiga dotôra dêvógada, já nos serve pra entramos na justiça contra eles. Por que vocês sabem, né? Eu fui humilhaaaaaado demais nestes dias, enquanto eles me acusavam de dever centenas de milhares de reais, uhuhh.
Enfim... por enquanto, é o que eu tenho pra contar da saga “pagando as dívidas”... mas como ainda tem conta – e Murphy não sai do meu pé, e vocês sabem disso – provavelmente eu ainda terei alguma coisa pra falar sobre este assunto pra vocês...
Xeru, povo! Ótima semana pra vocês! ^^
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Mata! Mata! Mata!
Eu não estou num desses! E olha que agora que são 16h! Deixem-me contar as tudo o que já aconteceu em minha pequena vida neste dia de hoje...
Lembram que eu falei que tava sem net, né? Pois é!
Na sexta feira, 28/08, meu modem “acordou morto”. Pois é: ele simplesmente dormiu bem, não tava se reclamando de nadinha... mas de manhã, foi pra céu dos modens/m’s(realmente num sei o plural disto, mas tudo bem!). Foi toda uma comoção, “Meu Deus! Meu Deus!”, desesperamo-nos todos, na incerteza de como ficariam nossas vidas sem internet. Ainda tentei reanimá-lo, ligando e desligando no botãozinho dele, apertando os cabos, mas nada! It was dead!
Foi uma sexta feira dolorosa, é verdade.
Mas no sábado, já havíamos superado a dor ao saber que a Jet – nossa empresa de TV por assinatura – já havia disponibilizado a sua internet lá pras nossas bandas, e que ela, de 2 mega de velocidade, sairia mais barata que a velox de 1 mega – que não, não é a que eu tenho, a minha é de 300 mermu! ¬¬’ – num sei quê, bla bla bla. Resultado? Largamos o modem de mão e nos conformamos que, dali a sete dias, estaríamos com uma net sensacionalmente fodástica em casa. Ok.
Tá, nós não nos conformamos. Tanto que, na segunda, 31/08, papai resolveu levar o modem lá pra onde ele trabalha pra ver se alguém consertava o pequeno modem.
Estou eu trabalhando, quando meu querido papai me liga, na doçura sempre presente em seu ser:
- Ei, seu burraldo! Adivinha?
- Que foi pai?
- O modem não tá queimado, idiota! Tá funcionando direitinho aqui!
- Como é que é, siô?
- É, fala aqui com (insira aqui um nome estrambólico de um filho da puta qualquer).
[Passa o telefone]
- Oi, é o seguinte: não tava funcionando porque o botão bem aqui tava desligado, tava pro off.
- É o quê, rapá?
- É, o modem só tava desligado. Ta bonzinho!
[pausa pra eu não engolir o telefone]
- Meu amigo, é o seguinte: eu lá tenho cara de idiota?
- Oi?
- É, eu lá tenho cara de quem não sabe a diferença entre on e off?
- Não, é que...
- Pois fique sabendo que eu sei muito mais do que você, pelo visto. Se não ligou com
a fonte dele aqui em casa e ligou com uma qualquer ai tua, o fio da fonte dele deve ta quebrado por dentro. Fikdik.
- [afastando o telefone] Seu Júlio, pegue aqui...
Pois é. Porque eu sou obrigado a escutar esse tipo de coisa, né? Ah, e que fique claro que este foi o mesmo dia cujo eu falei com a atendente fdp do banco... Pois é!
Daí que papai levou o modem pra casa, pra testarmos com as coisas que tínhamos lá. Saí catando tudo quanto foi carregador que eu achei em casa, pra sair enfiando os trocinhos no buraco dele. Fomos testando um por um, até que achamos um que entrasse direitinho.
Enfiamos.
Quando eu ia ligar o troço na tomada, papai pergunta:
- Tu tens certeza que esse negócio é 220 [wolts]?
- Tenho, pai. Ele sempre ficou ligado direto na tomada.
- Então, tá.
Quando eu vou ligando, ele grita:
- TU TEEEEEEEEENS CERTEZA, NÉ?
- Teeeeeeenho, pai! Eu que ligava e desligava esse troço, num tow dizendo?!
- Uhm...
Lá ia eu de novo... e ele me interrompeu umas 15x, sempre perguntando se eu tinha certeza, e eu sempre dizendo que tinha.
Finalmente, liguei o troço na tomada.
Foi um momento lindo.
De repente, saiu uma luz amarelada de dentro do modem, praticamente um pôr-do-sol. E o cheirinho? Aquele cheirinho boooooom... DE QUEIMADO!
Pois é.
A porra do modem – agora realmente – queimou. E na mão de papai, depois dele ter me perguntado dezeeeeenas de vezes se eu tinha certeza se aquilo num iria queimar.
Saí rindo, obviamente – porque quando eu me desespero eu não choro, eu rio. Fiquei olhando pro modem lá, agora sim, mortinho da silva, enquanto papai só me chamava de
pê-do-bó pra baixo.
Pois é. Como era aniversário de irmã humilhadora, saí do quarto e fui conversar com o povo e contar minha proeza. Ok.
Os dias se passaram... ligamos durante a semana toda pra fazermos com que eles fossem logo lá, pra não passarmos o feriadão sem net, mas não deu certo. Mas como todos passamos o feriadão fora, nem sentimos.
Ontem, 09/09/09, pedi que papai ligasse pra lá mais uma vez, no que eles agendaram a instalação pra hoje, dia 10.
Nem consegui dormir direito, de tão empolgado.
Fui trabalhar, quando papai me liga:
- Ei
- uhm?
- Ó, não vai dar pra instalar a internet...
- [já puto] Hoje? E quando é que eles vão?
- Não, Thyago! Não vai dar pra instalar a internet, o sinal vai ficar ruim, num sei
quê...
- Como é que é, siô? Péra bem aí que eu vou ligar pra eles! [e pá na cara de papai.]
Ligo pra casa, mamãe atende, pedi que ela passasse pro cara da Jet.
- Vem cá, por que diabos que vocês não vão instalar a internet?
- Senhor, é porque tem os prédios, e já tem duas estacas aqui...
- Eu pago pra colocar mais estacas, se for o problema.
- O problema não é esse, moço. É porque o sinal vai ficar fraco... o da TV mesmo já é fraco, pode até colocar a internet, mas ela vai cair o tempo todo...
-[a putice crescendo dentro de meu ser...] Uhm...
- E eu até falei com o meu coordenador, ele disse que conhece essa instalação mesmo aqui da sua casa, e que ele sabia que não ia dar certo não...
Ah, pra quê?
- ELE SABIA QUE NÃO IA DAR CERTO?! [Dei um berro que todo mundo na imobiliária me olhou]
- Uhm... é... ele disse que ele que veio aqui instalar a TV, talz...
- E ESSE FILHO DE UMA DESCABAÇADA NÃO PODIA ME DIZER ISSO ANTES?! ELE TNHA QUE
ESPERAR QUINZE DIAS PRA DIZER, SÓ QUANDO VOCÊS TÃO AÍ, QUE A PORRA DO CARALHO DA INTERNET NÃO VAI FUNCIONAR?!
- Senhor, desculpa...
- DESCULPA É O CARAAAAAAAAAAAAAAAALHO! TU SABES O QUE É PASSAR 15 DIAS SEM INTERNET?
- Senhor...
- Vaaaaaaai te lascar tu, teu coordenador, tua empresa... vão tudo pro diabos que os carregue! Irresponsáveis, filhos das putas... [e mais uma série de palavrões que eu não me lembro, mas eles realmente fluíram....]
- [afastando telefone] Senhora, pegue aqui o telefone...
Sim, eu surtei.
A única coisa que o homem fez foi dar o fone pra mamãe, pedir desculpas e pronto.
Aí o que acontece?
Thyago tem que comprar uma porra de um modem novo.
Uma porra de um modem novo custa – o mais barato que eu encontrei – 150 conto.
Thyago tem 150 conto?
Só se tirar do cu com gancho. Um bem curvo e profundo.
Pois é.
Tow mais liso que quiabo, porque tow pagando as contas – sendo que ainda nem paguei
a de R$250 mil...
Mas quem disse que meu dia acabou aqui?
Fui pra casa. Fiquei de sair com amor... mas quem disse que amor tava AO MENOS com a bosta do celular ligado? Pois é! Não saí com amor.
Ia dormir. Quem disse que mamãe me deixou dormir? Fui obrigado a ir pra rua pra ela comprar remédio pra uma tia minha dar pra uma porra de um caralho de um cego que lê mão – sim, isso mesmo! – que é amigo dela.
Tinha que ir ao banco fazer um favor pra papai. Na porra da Caixa que fica aqui na universidade, eles só deixam um caixa automático com dinheiro. E a porra da caixa daqui é onde todos os pobres vêm sacar o dinheiro do bolsa-caralho-que-o-parta deles. Daí que fica uma fila única e sempre, SEMPRE, tem um pobre fedorento na minha frente, atrás de mim ou as duas coisas. SEMPRE, sem sacanagem alguma. E claro que, dessa vez, não foi diferente! A pessoa mais fedorenta do universo estava onde? Na minha frente! Era uma mistura de CC, Kolene e leite de rosas que meu deus do céu, quase eu ponho meu almoço pra fora!
Mas isso não é tudo... claro que pobre nunca sabe mexer também nas porras dos caixa(s)-rápido(s)[tow com problema com esses plurais hoje!], apesar de já receberem o bolsa-fode-com-a-vida-de-quem-trabalha há décadas, e a fila não anda. Depois de passar meia hora com apenas 7 pessoas na minha frente, a
Chutem!
4 reais.
Isso mesmo: QUATRO REAIS!
Q-U-A-T-R-O-R-E-A-I-S!
Q
U
A
T
R
O
R
E
A
I
S
!
Pois é.
Não matei porque eu num ia ser preso por matar aquilo, não valia a pena.
Tirando isso, vim pra sala e comecei a escrever este post, porque eu precisava publicizar isto.
Porque serinho? Murphy me ama. E como nunca amou ninguém.
Xeru, e o próximo post é a parte 3 do “pagando as dívidas”.
Xau, xau!
[Sim, o post ficou enorme... mas se não gostou, alt+f4 é a serventia da casa.
Gradicido.]
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Pagando as dívidas - Parte 02
Pois é.
Quem leu, sabe que agora eu resolvi que vou pagar minhas contas pra poder gastar horrores de novo e mandar meu nome pro SPC e Serasa de novo, auhsuah. Depois que eu liguei pro Banco e a atendente filha da puta me frescou, chegou a hora de ligar pras outras coisas.
Liguei pra Riachuelo – pq sim, eu devo a Riachuelo. Ligo, me atendem - pessoas educadas, ao menos - Bla, bla, bla, quero pagar, num sei quê....
- Senhor Thyago, o senhor está em atraso a MIL SETECENTOS E VINTE E UM dias – porra, isso tudo, doido?! – e seu débito está no valor de 324 reais.
- Ah, só isso? Tem desconto à vista?
- Tem sim, senhor, só um momento... [quinze minutos depois...] O senhor pode pagar 150 reais.
- Ah, ótimo. Manda o boleto pro meu e-mail, por favor.
- Ok, senhor.
- Tá bom, então. Brigado e boa tarde.
- Senhor, só um minuto.
- Diga.
- Eu vejo aqui em nossos sistemas que o senhor possui um outro débito conosco.
- Oi?
- É, o senhor tem um outro débito conosco. Ele está em aberto há mil setecentos e CINQUENTA e um dias, e é referente a um saque no cartão.
- Ah, sim, só um minuto...(abaixo o telefone e] [grito mode on]MÃÃÃÃÃE, EU SAQUEI ALGUM DINHEIRO DO CARTÃO DA RIACHUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELO?
- SACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU. TREZEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTOS REAIS
- TÁÁÁÁÁÁ! [/GRITO MODE OFF](volto pro telefone)
- Sim, sim... foi um saque de trezentos reais... quanto é que ta o débito?
- Senhor, o senhor deve...
(pausa)
- Alô?
- Desculpe, senhor... é... uhm... O valor do seu débito é de DUZENTOS E QUARENTAE SETE MIL, QUATROCENTOS E DEZENOVE REAIS E CINQUENTA CENTAVOS.
[pausa dramática]
- Oi?
-É, senhor... o valor que conta no meu sistema é este: R$247.419,54.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
[Serinho que eu dei a maior gargalhada que eu já dei na vida, maior do que a do “SO-DÔ—KU”]
- Senhor Thyago?
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
- ... Senhor?
- kkkkkk... Aaaaaaaaaaaaaaai, ai... Gente, como assim?
- É, senhor, é o valor que consta no meu sistema...
- Ai, ai... cara, isso é um absurdo... com quem é que eu falo pra ver esta loucura?
- Senhor, o seu débito como é antigo, já não está mais conosco... [serinho que todo mundo que eu for resolver pagar vai querer me dizer isso, agora? Hunf!] Tá com uma terceirizada, num sei quê, bla bla bla... O número de lá é tal, tal, tal, o senhor ligue e veja SE ELES TEM CONDIÇÃO DE LHE DAR ALGUM DESCONTO...
- Meu querido, eles VÃO TER que me dar desconto... num tem condição de eu dever isso tudo... Mas ta, muito obrigado pela atenção, boa tarde.
- Boa tarde pro senhor também... e boa sorte!
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
[desliguei]
Pois é. Quando eu digo que Murphy me ama, cara... Alguém aê quer me emprestar R$250 mil?
Depois eu conto pra vocês o resto dessa história... [que já tem vários capítulos, o prob é que eu tow sem net em casa – o que merece um post sozinho, que eu posto durante a semana pra vocês...
Beijos, ótima semana [que num tem como não ser ótima, começando com 2 feriados! =D