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segunda-feira, 25 de julho de 2011


Eu ando numa vibe meio chata. Sei lá, minha vida anda meio ruim... muitas perdas, poucos (ou nenhum) ganhos... não sei, queria mudar.

E olha que até um tempo atrás, eu era das pessoas mais aversas a mudanças que vocês conheceriam em suas belas vidinhas...

Além disso, eu sempre fui uma pessoa de querer tudo na hora que eu quero . fora o fato de eu ser bastante volúvel nos meus quereres... e a junção desses dois ingredientes resultava em eu querendo alguma coisa e indo atrás, de todas as formas, pra conseguí-las... ou então dando com a cara na parede e largando tudo de mão, planejando outras coisas.

Muita gente vê isso (principalmente minha família) como um indicativo de que eu não sei o que eu quero da vida. Eles não entendem a importância de certas coisas pra mim... e não adianta tentar explicar, porque eles sempre vão achar 1) que eu sou realmente um vagabundo; 2) que eu não sei o que eu quero da minha vida ou 3) que meu futuro vai ser como empregado de irmã humilhadora, que é médica, e que vai me dar um empreguinho só pra não ter que me sustentar de graça quando ela tiver ganhando rios de dinheiro como uma médica de sucesso.

Não sei... eu gosto muito de dinheiro, deus sabe o quanto... mas sei lá, há realmente coisas mais importantes em jogo... e eu acho que paz de espírito é a principal delas. Não adianta ganhar horrores de dinheiro se eu não me sinto bem num local. Não adianta ser morto de rico se eu não tiver com quem gastar esse dinheiro naquela viagem inesquecível. Não adianta  passar o cartão de débito sem me preocupar se vai ter ou não saldo se eu não tenho pessoas que amo e confio ao meu lado.

É, né? Pra eu dizer que dinheiro não resolve tudo, é pq a situação tá realmente ruim... não sei se tô na TPM (me perdi na minha tabelinha) ou se é realmente reflexo de tudo o que eu tenho vivido, mas eu ando meio assim ultimamente... e não tem boate toda sexta e sábado, ou caipirinhas e mais caipirinhas, ou papos e mais papos vazios no chat do face ou mesmo agarrações dentro do carro em pleno sol de meio dia que resolvam (ou ao menos melhorem) tudo isso.

Como comentei outro dia com umas amigas, parece que minha vida tá andando numa esteira, sabe? Eu ando, ando, ando e continuo parado no mesmo lugar: com pessoas sacanas, escrotas, invejosas, gente bipolar agora-te-amo-daqui-a-um-minuto-te-odeio, gente que não me respeita, gente que não sabe o que quer da vida, gente que não acredita em mim... ou simplesmente ao lado de pessoas que me encaminham direto pra quem eu quero esquecer.

Daí eu resolvi “trocar de academia”, saca? Resolvi que vou passar um tempo fora.

Só que, pra não sacanear com meu chefe, combinei com ele de, apesar dos meus planos de já ir agora em agosto, ficar aqui mais esse mês e ir somente em setembro.

Daí que agora essa ansiedade de ir embora só tá piorando as coisas. Parece que tudo só vai piorando a cada dia que passa, e que tudo só vai se resolver quando eu tiver lá.

Apesar de que eu acho que eu vou é passar uns maus bocados lá, visto que eu não sou de fazer amizades tão facilmente, e sou morto de apegado a minha família, apesar de tudo... mas sei lá... certos ou errados, eu tenho meus motivos pra tentar refazer ao menos um pedaço da minha vida... e eu acho que lá eu consigo...

Enfim... provavelmente todo esse mimimi não tá nem fazendo sentido pra vocês, e vocês tão putos porque acharam que iam achar um texto que eu ia contar que eu me fudi de alguma forma engraçada... pois é, fudido eu to, mas não da forma que eu gostaria de contar aqui pra vocês.

Pois tá. 

E, pra completar, Amy morre.

Pois é.

Beijos pra vocês.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Decepção

“Decepção não mata, ensina a viver” é o que todo mundo diz por aí. Mas, na minha opinião, ela mata sim. Mata um pedacinho de você que confiou no outro e acabou levando um belo de um tabefe da vida. Mata os seus planos de um futuro alegre e feliz ao lado de uma pessoa que, no final de tudo, não queria a mesma coisa que você.

Mata. Lenta e dolorosamente.

Porque a dor da decepção é comparada a dor da perda de alguém querido. Dói fundo na alma a cada vez que você lembra de um momento feliz que teve ao lado de uma criatura que te prometia mundos e fundos, mas que quando você virava as costas, prometia outros mundos e outros fundos para outros alguéns. E daí esses momentos felizes tornam-se falsos, porque você percebe que aquela felicidade era baseada numa mentira, e aí essa felicidade deixa de ser feliz. E você deixa de ser feliz junto com ela.

E daí você chora. Você xinga. Você bebe. Você quer dar uma garrafada na cara, se encontrar na boate. Você quer matar.

E daí você se acostuma com a ausência. Você vê que as coisas estão começando a melhorar. Você está bem.

E você descobre que isso é porque ela - a tal decepção - terminou de matar aquele bendito pedacinho de você, e tudo passou. Passou a dor, passou a raiva, passou aquele sentimento pelo outro que insistia em te acompanhar, mesmo você não querendo mais... e você percebe que as coisas boas voltaram a acontecer – se é que deixaram de acontecer.

E você começa a dar mais valor a você mesmo, aos seus amigos que nunca te abandonaram, aos novos amigos que você vai encontrando pelo caminho... e, claro, à nova pessoa que aparece na sua vida, pra reconstruir todos os seus sonhos coloridos de um final feliz. E isso vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde, é claro que vai acontecer. É só ter calma e esperar, porque como também dizem por aí, “se não deu certo, é porque ainda não chegou ao final”.

Uma ótima semana pra todo mundo. =)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Visitas

Gente, exatos dois meses que eu não posto nada aqui! Assim não pode!

Tava olhando ali minhas coisas e achei esse texto que eu escrevi há um tempão, que er apra colocar aqui, mas que não sei por qual motivo, não coloquei. Mas agora tá aí, pra vocês, como sempre, se divertirem rindo da minha cara, rs.

__________


Estava eu em minha pequena casinha, coçando fazendo muito pouca coisa, só aproveitando o feriado, mais mal vestido que um mendigo com roupas de ficar em casa... tudo lindo, tudo ótimo, tudo muito ungido [/Cleyciane mode OFF. ].

De repente, não mais que de repente, a campainha toca. Eu que num sou porteiro, fiquei na minha mesmo, porque eu num tava esperando ninguém e, se eu bem conheço a rotina de casa, era o vendedor de camarão perguntando se “a patroa num ia querer um camarãozinho...” enfim, continuei fazendo as minhas coisas.

Daí que uns 2 minutos depois, metem a cara na porta do meu quarto. Era um parente, que aparece lá em casa de década em década. “Deve ter vindo trazer o outro parente pra almoçar”, pensei. Falei com ele, tomei a bênção e voltei pro meu note, que tava mais interessante.

Seria tudo muito simples, né não? Seria. Mas comigo as coisas são simples, boas e de Deus?

[todo mundo em coro, vamos lá:] NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO!

De repente escuto um barulho. E uma voz. Uma voz esganiçada, e que não cessava.

Pois é. Era o parentinho. Uhum, o filhote de parente, que tem 4 anos. Ahan, isso mesmo.

E eu amo pequenas pessoas, vocês sabem, né? #Not.

Detalhe¹: acabou que eu num falei pra vocês que finalmente ganhei o meu melhor presente do mundo inteiro, o meeeeeeeeu helicóptero sensacionalmente sensacional. Pois é, depois do que aconteceu aqui, na parte 5 e de muito me enrolarem, eu recebi. É verdade que quebrei no mesmo dia que eu ganhei, porque eu sou lesado e num sei pilotar o bichinho ele é doido e sai voando descontroladamente pra todos os cantos, menos pra onde eu quero que ele vá, e que usei de toda a minha cara de pau pra ir lá onde compraram e dizer que ele NUNCA nem tinha subido, só ficou lá piscando, sem fazer nada... e trocaram! Uhuuhuh Pois é, só sei que como eu tenho cara de honesto apesar de não sê-lo, eles ficaram com muita peninha de mim e trocaram o bicho, e agora eu tow com um novinho lá em casa, que eu tenho medo de pilotar pra num quebrar de novo, já que os 7 dias já passaram, e agora num vão mais trocá-lo... Daí que eu tinha saído um dia antes pra brincar com ele, e quando voltei pra casa, o deixei lá em cima da cadeira do meu quarto. Ok.

Daí que trouxeram o parentinho pra falar comigo como se eu fizesse questão. Tá. Quando ele entrou no meu quarto, a primeira coisa que o cão gritou foi:

“OLHA PAPAAAAAAI! UM HELICÓPTEROOOOOOOOOOOOO! EU QUERO BRINCAR COM O HELICÓPTEROOOO!”

Oi? Como é que é?

Parentão mandou ele falar comigo, e ele veio apertar minha mão e me dar um abraço, sem tirar os olhos do meeeu helicóptero. Eu olhei logo pra cara dele com aquela cara de “Nem inventa!”, mas ele era meio sem noção e ficou o tempo todo dizendo: “OLHA O HELICÓPTERO, PAPAI! OLHA O HELICÓPTERO, PAPAI!”

Eu só olhava pra Parentão, com aquela cara de “Num te faz de doido tu também!”. Parentão me olhava e olhava pro cãozinho, e ficamos nessa. E cãozinho dizia que queria brincar e perguntava onde era que tava o controle, porque pra brincar com ele precisava do controle... eu só olhava pra cara dele com aquela cara de “Ahan, Cláudia, senta lá!”.

O cãozinho sai desesperadamente do quarto, sem ter nem pra quê. “Se tocou que ele num vai nem pensar em tocar no meu helicóptero”, pensei. Estou pegando o computador de volta, quando ouço: “Olha, parentãozão! Um helicóptero! Cadê o controle do helicóptero? Precisa do controle pra brincar com o helicóptero! Eu quero brincar com o helicóptero!”. Viro e vejo que o cãozinho foi buscar Parentãozão lá na baixa da égua pra ver se ele deixava ele brincar com o helicóptero. Parentãozão, que é doido pelo menino, olhou com aquela cara de “deixa o menino brincar” pra mim. Eu só virei as costas. Hunf.

Só sei que o cãozinho ainda foi buscar a mãe dele e papai pra verem o helicóptero. Papai quando chegou no quarto e percebeu o que tava acontecendo, olhou pra mim, começou a rir e disse: “Não, não dá pra brincar com ele não, tá quebrado...”. o guri ainda frescou mais e, não satisfeito, foi buscar mamãe, que também foi o sensata o suficiente pra dizer que o bicho tava quebrado e num dava pra brincar. Parentão, que nuca chegou a sair do meu quarto, resolveu finalmente tirar o menino de lá, pra sossego do meu juízo.

Mas não é só isso!

O diabo do cãozinho ainda tomou o restante da caixa do meu suco de laranja caseira – mas não de uma forma educada: ele abriu a geladeira, viu a caixa de suco, pegou, abriu e tomou, na boca! Simples assim! – gritou e correu a casa inteira enquanto Irmã Humilhadora e eu tentávamos dormir e, por fim, tentou se jogar do buraco – porque lá em casa tem um vão que serve como clarabóia. Ele é num nível mais alto que o cão, óbvio, e tem umas barras, pras coisas/pessoas não correrem o risco de cair por lá. Pois o cão subiu e tava já se ajeitando pra pular de lá (tem uns 4m de altura de lá até o piso do andar de baixo) quando papai resolveu ir ao banheiro e catou o cão lá de cima infelizmente.

Resultado: prenderam ele no terraço (que tem uma grade altona, que não ia ter como ele pular) até o fim da visita.

Enfim: já avisamos que quando esse povo for lá pra casa, mamãe e papai tem que nos avisar antes, pra dar tempo de nós sairmos de casa pra um lugar bem longe! RS

Ótima semana pra todo mundo!



quinta-feira, 17 de junho de 2010

Murphy + Meu Cartão Pôdi = Vontade de meter a cara no c*

Booom dia, povo!

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis-me aqui de volta, para fazer vcês rirem da minha cara com as merdas que o universo insiste em jogar pra cima de mim. =)

Então, deixe-me contar essa pra vocês: Dia desses, fui almoçar com Amor. Como estávamos trabalando relativamente perto, marcamos de nos encontrar num restaurante que tem no local onde Amor trabalha. Ok.

Meio dia arrumei minhas coisas e fui pra minha parada pegar meu ônibus naquele sol miserável de meio dia. (Agora imaginem Sandy cantando: "Olha o que o amor me faz...", porque só com MUITO, MAS MUITO AMOR MESMO eu me presto a pegar ônibus, principalmente tamanho meio dia. Mas enfim...) Peguei meu ônibus, saí me coisando pra num me esfregar no povo que tava mais suado que eu e, alguns minutos depois, cheguei ao local.

Ok.

Detalhe¹: eu já estava trabalhando, mas não havia recebido dinheiro ainda, pois não havia completado o mês. Tinha recebido só o dinheiro do transporte, que tirando as coisas que eu comprei, havia sobrado R$12. Aí, quando marquei com Amor, falei "ei, só tenho R$12, tu completas pra mim o que der o almoço?", no que Amor, pessoa mais compreensiva do universo, disse que sim, sem prob. Ok.

Chegamos, nos encontramos e fomos pra fila (medonha, diga-se de passagem). Amor diz que tem uma moeda de R$1 pra me entregar (porque eu tenho um cofre só com elas)> Eu fico feliz e agradeço. Bandeja em mãos, começamos a nos servir. Amor disse que parecia que eu nunca havia comido na vida, só porque eu sou desses que num tow nem aí pra nada e vou colocando tudo o que eu acho bonito no prato, nem ligando pressas coisas de "isso num combina com aquilo". Comida é comida, vai tudo parar no mesmo local, então tow nem aí pra essas frescuras. Enfim, fui colocando as coisas: carne, peixe, camarão, frango, arroz, farofa... meu prato tava lindo de morrer! Amor, vendo aquilo, disse que pensou "Rapaz, como é que pode uma pessoa lisa fazer um prato desses?! Vou colocar pouca coisa no meu, porque o dele vai ser caro pra poxa!", e pôs só um pouquinho de coisas no prato. Eu, com meu prato já estava, só esperei que Amor terminasse de servir-se. Ok.

Caixa. Peso o meu: R$12,56. Como não ia tomar refrigerante mesmo, falei pra Amor: "Ó, tu só vais ter que completar 56 centavos no meu prato." Ok. Amor pesa seu prato, pega o refri, tal... Total da conta: R$22,63. Amor dá R$15 em dinheiro e manda passar o resto (R$7,63, pros lentinhos) no débito. Eu entrego meu cartão pra moça.

Nisso, Amor fica com frescura: "Ooooolha, cuidado que esse menino é caloteiro! Tem muito prato aí? Ele vai já ter que lavar prato!". Eu olho pra Amor com cara de desprezo e digo "Deixa de loucura que tem dinheiro na minha conta!". A moça me entrega a máquina pra eu digitar a senha. Digito, devolvo e espero.

Pííííííííííí.

Eu faço cara de "ahn?". Ela, meio assim, diz: "Senhor, não passou.". Eu olho e digo: Passa de novo, que tem dinheiro aí. Amor, pessoa boa que é e que, quando fica nervosa, começa a rir, começa "IIIhhh... vai ter que lavar praaaaaaaaaato...". A moça do caixa olha pra Amor, com um sorriso amarelo... eu fico olhando pra cara dela, já apreensivo. Ela me entrega a máquina de novo, eu digito a senha e espero.

Pííííííííííí.

- Senhor, não passou.

- Mas como?! Eu tenho esse dinheiro, gente!

- Senhor, são R$7,63. S-E-T-E-R-E-A-I-S-E-S-E-S-S-E-N-T-A-E-T-R-Ê-S-C-E-N-T-A-V-O-S. (Porque ela falou assim, soletrando, praticamente.)

- Filha, eu tenho esse dinheiro... Já ficando puto.

Eu viro pra Amor e pergunto: tu tens esse dinheiro, no que Amor responde que não, e pergunta: "Tu tens o dinheiro? Então vai bem ali no caixa eletrônico e tira!". Eu perguntei se a moça podia esperar, e ela disse que sim. Lá fui eu.

Quando eu tiro o saldo, quanto era que tinha a minha conta?

R$6,76.

Pois é. A Caixa tinha descontado umas coisas lá, que me deixaram só com R$6,76.

Volto pro caixa, e digo: "Filha, passa R$6,56". Ela me olha com aquela cara de "Ahh, éééé? Num era tu quem tiiiiiiiinha o dinheiro na conta?". Eu falo, revoltado: "Porra! Eu vou matar mamãe! Ela usou meu cartão e não me avisou!". Digito a senha, talz. Pronto, passou.

Ela vira e diz: mas ainda faltam 87 centavos...

Aí eu lembrei da minha moedinha que Amor ia me dar... Falei, aí AMor entregou pra ela. E saímos de lá.

Sentamos à mesa e simplesmente não conseguíamos almoçar, de tanto que ríamos. E amor o tempo todo me chamando de liso. Aí Amor me entrega a nota e diz: "Taí, entrega pra tua mãe e diz que ela tá me devendo!". Não achei justo fazer a pobrezinha levar a culpa daquilo, aí falei pra Amor que mamãe num tinha usado o dinheiro não, que eu só tinha dado quela desculpa pra mulher do caixa num achar que eu era liso demais. auhsuahsh. Só sei que amor quase se mija de tanto sorrir da minha cara. (dá uma olhada nesse post e descobre o porque de eu colocar a culpa na bichinha).

O que aprendemos com isso?

Amor disse que só sai pra almoçar/comprar/fazer-qualquer-coisa-que-eu-tenha-que-pagar se eu mostrar um extrato da minha conta antes. auhsauhsauhs

Enfim... era iso, pessoas.

Um ótimo começo de fim de semana pra vocês.

Xau, xau!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

#InfernoAstralFacts - Parte 02

Daí que eu falei pra vocês que meu inferno astral veio pra ficar, né?

Pois é, eu não menti.

Depois de todas as desventuras no dia da ida ao shopping, tive uma sexta até tranquila, só com probleminhas básicos, que não são dignos de entrarem aqui. Mas o meu sábado...

Quê que acontece?

Na terça, eu comprei um celular pelo site do Carrefour. Vopcês podem me perguntar porque diabos eu não comprei logo o bicho por aqui, mas é que aqui, além de só ter em um lugar, neste local ele era R$300,00 mais caro. E como eu num tow cagando plantando pé de dinheiro, foi por lá mesmo. E o que me deixou mais feliz no ato da compra foi que o prazo máximo de entrega eram 2 dias úteis, ou seja: estourando na sexta, eu estaria com o meu celularzinho lindo em mãos e passaria todo o fds em lua-de-mel com ele.

Ok.

O fato é que a sexta chegou Ê foi embora, mas o celular, que é bom, nada. Já na sexta mesmo entrei em contato com a loja e abri uma reclamação. Tudo bem.

O resto da sexta passou - e, só pra completar, Amor furou comigo e me fez ficar em casa - eu fui dormir cedo pq já tava puto demais e pronto.

Daí chega o meu sábado - óbvio.

Detalhe1: no meu quarto, há uma janela, que fica acima da minha cama, bem na parte onde fica a minha cabeça. Como eu sou uma pessoa preguiçosa e que toma muita água, ao final do dia o peitoril da janela tá cheeeeio de copos, alguns secos, outros vazios... e todo dia, pela manhã, minha querida mamãezinha recolhe estes copos pra lavá-los, tudo e tal. Certo? Certo!

Estava eu dormindo, sonhando com vários pastéis de calabresa, de carne e de queijo ao meu redor, todos fazendo dancihnas sensuais para mim, antes de eu comê-los (ui!). [é porque eu tava numa vontade louca de comer pastel já tinha quase 1 mês...). Todos eles dançavam reboculosamente, seduzindo-me, deixando cheio de água na boca. E eles iam dançando, requebrando (oi?!) e eu tava REALMENTE salivando já.

Só que aí eu comecei a me sentir me afogando...

Sei lá, acho que tava com tanta vontade de por aqueles pastéis pra dentro (ui!) que enchi demais a boca de água e comecei a me afogar... uhuhuh

Mas o mais estranho foi que depois disso, tudo começou a tremer. Tremia como se o bendito planeta tivesse resolvido que ia dançar o rebolation (tion-tion). Tudo isso - a boca cheia d'água e a tremedeira - em questões de microssegundos.

Daí que no microssegundo seguinte, eu resolvi que ia acordar, porque aquela brincadeira num tava mais dando certo não...

Uns 3 microssegundos depois, eu acordo, e o que acontece? O afogamento e o treme-treme continuam.

E aí é que eu entendo o que acontece...

Aquilo não era tudo culpa dos pastéis reboculossos... alguém aí arrisca chutar de quem era a cullpa?!

Claaaaaaaaro que era dela! Tinha que ser dela!

M-a-m-ã-e!

O que aconteceu?

Cirroseeeee... um mamute com cirrose.... auhauhauhauh

Sim, voltando: mamãe, ao fazer a sua limpeza diária no peitoril da janela, destabanou-se toda e conseguiu derramar um copo de água inteirinho - justamente o maior (claro, por que vocÊs juram que Murphy num ia fazer o negócio direito, né?!) copo que tem aqui em casa, que fui até eu quem comprei, justamente porque não gosto de copo pequeno, e no qual cabe mais ou menos um litro dágua - na minha cabeça.

Isso mesmo. Copo d´'agua diretinho em minha face. Todinho, sem ficar nenhuma gota nele pra contar história.

Daí o afogamento.

"E o rebolation(tion-tion)?", vocês me perguntam.

Era ela, tentando me enxugar, sem que eu percebesse.

Isso mesmo. SEM QUE EU PERCEEBESSE. Porque ela ainda queria encobrir o crime, uauhasauhsa.

Porque eu mereço uma mãe dessas, né?

Mas não pense que a história acabou! Nã nã não... lembrem-se que eu ontei uma pequena história sobre um celular na introdução...

Enfim. Tive que acordar, né? Fiquei perambulando pela casa, tal, até umas 10h30 - isso esperando o celular chegar, porque a mulherzinha lá do Carrefour garantiu que chegava no sábado. Quando deu umas 10h30 eu liguei pra lá, pra reclamar mais uma vez. Disse que já havia perdido a minha exta toda em casa, esperando o cel chegar, porque eu morava sozinho, e nessa graça havia perdido dinheiro, que só havia comprado com eles por causa do prazo de entrega e que eu viajaria no mesmo dia, à noite, e só voltaria 20 dias depois, o que fazia com que o problema tivesse de ser resolvido ainda naquele dia.

Depois de muito vai e vem, a mulher me deu um código de rastreio dos correios. Quando eu vou lá ver, o bicho diz que a mercadoria ainda num tá nem em São Luís.

Fiquei puto, né?! Mas tinha que ficar pior.

Foi eu terminar de ver isso, o live mail faz a zuadinha de quando chega e-mail novo. Fui dar uma olhada.

Adivinha de quem era o e-mail?

Do Carrefour.

E o quê que ele dizia?

Que já haviam tentado entregar a mercadoria DUAS VEZES, mas que não tinha ninguém em casa.

Pois é. Simples assim. Enquanto um dizia que não tinha nem chegado, no outro ja tinha e inclusive já tinham vindo na minha casa e eu, que passei a sexta e o sábado i-n-t-e-i-r-o-s em casa, não estava aqui pra receber a mercadoria.

Ahhh, povo... eu esculhambei ATÉ a décima geração da mulher! Disse que ia entrar com uma ação por danos materiais, porque eu tinha perdido dinheiro e por calúnia, que ia citar no processo o nome da mulher que tava falando comigo, que num sei quê, bla bla bla... A mulher fiocu tão desesperada, que chegou a um ponto em que a única coisa que ela falava era: "mas senhor, eu estou fazendo tudo o que está ao meu alcance..." e eu neeeeeeem aí pra ela, continuava esculhambando!

Só sei que depois de uma hora de ligação, ficaram de entregar hoje (segunda). E eu tow aqui, esperando.

Porque eu juro pra vocês: se eu tivesse comprado 2 dias antes, pra entrega ser até o dia 14, isso num tinha acontecido... mas como a entrega tava marcada pra depois do começo do meu inferno astral, eis que o troço atrasa...

Enfim...

E depois da de sábado, resolvi que mamãe merece virar um marcador aqui no blog. Bem vinda, mãe! xD

ótima semana pra vocês, queridos! ^^

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E no último dia do ano...

... eu resolvi que ia tomar café no hotel.

Pois é, coisas de hotel de classe supereconômica: o café não tá incluso na diária e custa exorbitantes 7 reais.

Mas daí que eu tava louco pra tomar um café com leite e desci.

Comprei minha senha e entrei no restaurante. Uma fila do cão. Explicação? O hotel fica na esquina da consolação com a paulista, então todas as pessoas do universo que vão correr na são silvestre resolveram hospedar-se aqui. Pois é.

Peguei minha bandejinha e fui escolhendo as coisas: 2 fatias de pão de forma integral, 5 mini croissants, 1 copo de suco de laranja. Como a bandeja era pequeninha, fui atrás de um lugar pra deixar as coisas, pra então pegar meu café com leite e sentar. Procurei e só tinha um lugar vago, numa mesinha pra 3 pessoas. Lá tinha uma miniatura do cão, sozinha. Nisso, uma pessoa da mesa ao lado brincou com ele e virou-se pra tomar café. Vendo então que os progenitores do cão tavam na outra mesa, e que não havia lugar pra sentar, deixei minha linda bandejinha lá e voltei pra pegar o meu tão sonhado café com leite.

Quando eu tow me virando pra ir sentar, passa um afro-descendente com uma bandejinha na mão... Uma bandeja muitíssimo bem arrumada, esquisitamente com 2 2 fatias de pão de forma integral, 5 mini croissants e 1 copo de suco de laranja.

Adivinhem? Era a minha bandeja.

Corri atrás dele e o cutuquei.

- A minha bandeja, por favor.

- Ah, é sua?

- É sim. Posso saber por que o senhor a retirou de onde ela estava?

- Porque eu estou sentado naquela mesa com o meu filho.

- E...?

- E daí que eu estou sentado lá com o meu filho, e você colocou a bandeja lá.

- Sim, meu senhor... e daí?!

- Que se eu estou sentado com o meu filho lá, você não pode sentar.

Pausa pra respiração profunda que eu dei, pra não socar aquele homem - porque depois eu ainda ia preso, pq iam dizer que eu era racista.

- Meu senhor [o mais calmo que eu consegui falar], eu não sei se o senhor notou que o restaurante está lotado. Eu também não sei se o senhor sabe que isso aqui não é um cruzeiro, onde cada quarto tem uma mesa marcada. Então o senhor faça o favor de me dar a minha bandeja, porque eu quero me sentar e tomar o meu café!

- Mas eu estou sentado lá com o meu filho.

- Meu senhor [respiração mais que profunda] eu lhe juro que eu não me importo com quem o senhor está sentado. O senhor poderi estar sentado com o próprio Deus em pessoa, que eu iria me sentar naquela mesa do mesmo jeito. [e tomei a porra da bandeja da mão dele].

Fui e me sentei. Ele chegou.

- Mas isso é um absurdo! Eu já estava sentado aqui com o meu filho!

- Meu senhor [eu juro que eu ia bater naquele velho] eu não tomei o seu lugar, muito menos o do seu filho: ele continua sentado e continua havendo um banco pro senhor sentar...

- Mas tem o meu filho, que quer brincar, ele precisa dos 2 bancos...

Para o mundo que eu quero descer. Então eu tenho que tomar café em pé porque o cão do filho dele precisa de 2 bancos, porque quer brincar?

Eu juro que peguei a bandeja pra jogar na cara do velho, mas na hora que eu levantei pra discutir de verdade com ele, umas senhorinhas da mesa ao lado me chamaram, pra eu ir sentar lá. Agradeci, deixei minha bandeja lá. Quando eu ia saindo, ele disse "muito obrigado!", no que eu respondi "vá pro quinto dos infernos, o senhor, su filho e o banco!".

Ele quis engrossar, as senhorinhas disseram pra ele se aquietar, num sei quê... ele se sentou resmungando, enquanto elas me davam a razão e diziam que não valia a pena brigar com aquele tipo de gente.

Daí que Deus me deu um presente: mandou um mais doido do que eu.

Chegou um cara - jeito de roqueiro - e puft! Sentou no banco, sem avisar, nem nada.

O velho louco começou a reclamar, e o que foi que o cara fez? Num deu um pio sequer, comeu o café dele todinho, sem dar atenção pro velho. Ao final, quando ele levantou e o velho tava terminando de chamá-lo de mal-educado, ele levantou, tirou os farelos de torrada do colo e mandou dedo pro velho! auhuhsuahsuahsuhauh

Serinho?! Me senti vingado! uhsuahsuahuahs

Besta, afro-descendente féla da puta!

______

Enfim, pessoas! Um 2010 sensacional pra vcs! Que tudo de bom se realize na vida de vcs! ^^

Xerus, até ano que vem!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sábado

Daí que sábado eu estava indo pra casa de uma amiga, dirigindo, pirando ao som de Mrs. Winehouse, as janelas abertas, o vento balançando meus cabelos... tudo lindo. "Era verão... o sol estava azul...", como diria Leila Lopes. Ok.

Paro no sinal da Cohab, até porque ali tem pardal e eu num ia levar uma multa de graça.

Tou eu aqui, cantando "They tried to mak me go to rehab, I say 'no', 'no', 'no'" quando, de repente, não mais que de repente, vem o filho da puta pra querer lavar o vidro e arrancar meu rico dinheirinho. Antes mesmo dele chegar, fiz logo que não, mas ele era teimoso e veio assim mesmo.

Encostou no carro.

Eu continuei fazendo que não, mas ele era teimoso MESMO.

Chegou na minha janela.

Foi aí que eu descobri: ele num queria lavar o cidro do carro não... ele ficaria só com a segunda parte mesmo, a de arrancar o meu dinheiro.

Pois é. Ele resolveu que ia me assaltar.

Mostrou a peixeira dele, que tinha uns 2 metros e meio de comprimento era bem grandinha.

Pois é. Fudeu a porra toda.

Ele falou lá alguma coisa que eu num entendi direito. Só sei que a primeira coisa que nós vimos foi o quê? o quê? o quê?

Meu celular.

Pois é.

Dei, né?

E lá foi o afro-descendente filho da puta, com meu shine na mão, como se ele somente tivesse lavado meu vidro e estorquido o meu dinheiro. =(

Enfim, hoje resgatei meu chip, mas ainda tow sem um celular pra chamar de meu. Vou ver se compro meu iphone nas enroladas.

Alguém aí sabe onde é que desbloqueia iphone aqui em sls?!

Beijos pra todo mundo!

_______

Ah! E um beijão pra Lia, que eu fiquei sabendo que ela gosta muito dessas coisas aqui. ^^

domingo, 20 de setembro de 2009

Pagando as dívidas - parte 03

Pois é. Finalmente a 3ª parte do post sobre as dívidas.


Então... Depois de o tele-atendente me desejar boa sorte após me comunicar que eu devia simplesmente R$247.419,54, eu sorri, né? Porque enfim, eu num ia nem me preocupar com essa loucura...


Poooois é... No outro dia, fui atrás desta loucura no número que o rapazinho me deu. Se vocês me deram um número que existisse, ele me deu também. Ligo, nada!


Como eu estava uma pessoa super afim de ter meu nome limpo, fui lá na Riachuelo. Saí um pouco mais cedo do trabalho e fui lá. De novo a mesma coisa: centro, aquele inferno pra estacionar, talz... Mas até que Deus tava de bom humor comigo: arrumei uma vaga pertinho de lá, sem nem ter que dar 10 voltas no quarteirão. Tudo tava correndo bem, então eu ia resolver aquilo. Lei da atração nessas horas é o que há.


Entrei, peguei minha senha... só duas pessoas na minha frente... é, papai do céu realmente ta me ajudando. Rapidinho fui atendido. Bla bla bla, talz... o cara vê meu débito.


“É... uhm... olha, aqui ta constando um valor meio alto, vou ali falar com a minha gerente pra gente lhe dar um desconto”


Ok.


Ele vai, passa uns 5 min e volta:


- Seguinte, é porque esse seu caso é melhor a gente ver com a matriz, porque a minha gerente aqui não vai conseguir lhe dar um desconto tão bom, e na matriz, eles podem. Só que como já passou das 18h, lá já fechou. O senhor vem amanhã um pouco mais cedo, pode ser?”


Ok. Não custava nada, né, já que iam resolver a minha situação. Ok.


Dia seguinte saio mais cedo do trabalho maaaaaais uma vez e vou lá. Vaga não tão fácil, 5 pessoas na minha frente. Ok, vamos esperar. Uns 20 min depois, me chamam, eu explico a situação. A menina fala do débito do cartão e eu cito que tenho um empréstimo. Ela fala que vai verificar.


Eu juro que queria ter filmado a cara dela quando ela viu o valor. Foi uma mistura de susto e riso, ao mesmo tempo. Ao final, ela se decidiu pelo riso, deu uma gargalhadinha na minha frente e disse:


- Sr. Thyago, porque aqui ta constando um valor absurdo pro senhor: R$ 249.718,63...


- Quê?!


- É, senhor... R$ 249.718,63


Pausa.


Mais de dois mil reais de juros em só dois dias?! Serinho, aquilo era pra rir. E foi o que eu fiz. Gargalhei.


Expliquei pra ela o valor “antigo”, ela sorriu de novo e foi falar com a gerente.


Uns 15 minutos depois, ela volta, pedindo pra eu voltar no ooooooooutro dia, porque mesmo com o desconto máximo que a gerente tava dando, ainda tava muito caro... que eles iam mandar um e-mail pra matriz e que no outro dia resolveriam. Ok. Embucetei-me um pouco, mas como até ela mesmo riu, relaxei.


Isso foi na semana antes do feriado. Como eu gastei todo o dinheiro, esperei chegar a segunda quinzena – porque eu recebo quinzenalmente, em um dos lerê-lerês - pra ir lá de novo. E assim o fiz.


Desta vez, fui com mamãe, que tinha umas coisitas pra resolver lá também. Chegamos às 13h30min lá. Peguei minha senha: 457. Em qual estava? 425. Pois é! Apesar de eu num suportar esperar, tinha me decicido a resolver aquela situação naquele dia. Mostrei pra mamãe que, espertinha que só ela, pegou uma senha de atendimento preferencial – ela tem mais de 60 anos – e disse que ia resolver pra mim. Ok!


Menos de 10 minutos depois, chamam a senha de minha querida mamãe, que vai na sua saga de tentar resolver minha pequena conta.


Logo vi que a menina que tava atendendo madagracinha era uma pessoa com cara de lerda. Depois de uns 10 min sem ela sequer ter levantado – porque como eu já estou escolado, eu sei que eles tem de ir lá dentro falar com a gerente pra ver um desconto – eu fui lá. Ela tava dizendo pra mamãe que o valor era aquele mesmo, que eu tinha que ligar pro call Center. Eu me meti e disse que já havia feito isso e a indicação era de que eu resolvesse na loja. Ela me olhou com cara de “por um acaso eu estou te atendendo?” e respondeu que eu haveria de ligar. Eu disse que já havia ligado e que, inclusive, aquela era a 4ª vez que eu ia à loja, pois da última ficaram de ver um desconto pra me dar um valor SENSATO pra eu pagar. Ela, com a mesma cara de “por um acaso eu estou te atendendo?”, disse que iria verificar a informação. Eu, antes que me embucetasse, fui me sentar.


Mais uns 5 minutos, mamadi [caminho das índias mode off] volta, com um pedaço de papel na mão. Perguntei o que era, ela disse que era ao telefone para o qual eu tinha de ligar e a proposta de parcelamento que a menina havia feito. Take a look na foto abaixo (clica pra ela ficar grande e tu poderes acompanhar direito a história)



Pois é. A vagabunda mulher com cara de lerda e um buço mais cabeludo que o meu bigode queria me dizer que eu ainda devia R$ 18.514,56, e que eles estavam me dando um maravilhooooooooso desconto pra pagamento à vista, que sairia por SOMENTE R$14.100,00. Mas, se eu não tivesse como pagar à vista, eu poderia parcelar, claro! Uma entrada de R$2.820,00 + 14 parcelas de R$1.121,04.


Indignei-me e falei pra mamãe que só saía dali com aquilo pago. Olhei pro painel, ainda faltavam 23 senhas a serem chamadas antes da minha. Sentei-me, mandei mensagem dizendo que ia me atrasar e esperei.


Neste ínterim, liguei para minha pequena amiga dotôra adêvógada que ta doida pra eu processá-los só pra ganhar um troco e perguntei o que fazer. Ela disse que era pra eu pedir que imprimissem meu extrato, com o valor da conta e que levasse pra ela. Ok.


Às 15h32min eu finalmente fui atendido. Entreguei o papel da senha, expliquei logo que queria saber do valor do empréstimo, não do cartão. A menina olhou.


- Senhor Thyago, o valor do seu débito, atualizado, é de R$261.631,04.


Eu já estava uma pessoa tão puta qu Enem sorri do absurdo. Só olhei pra cara dela e disse:


- Agora você vai me dar um valor que não seja absurdo.


- Só um momento, deixa eu ver o desconto que eu posso lhe oferecer... [alguns minutos depois]. Senhor, eu posso fazer pro senhor por R$14.100, à vista....


- Minha filha, chama a tua gerente. Eu já vim aqui 4 vezes pra resolver isso, toda vez me mandam voltar, eu fico perdendo trabalho... acabou a graça! Chama teu gerente e aproveita e me dá logo alguma coisa impressa com esses valores bem aí.


- Senhor, eu não posso lhe dar impresso...


- Mas tu vais me dar. Imprimei meu extrato bem aí. E outra coisa: da última vez que eu vim este inferno aqui, pediram pra eu voltar no outro dia, pois iriam me dar um desconto DECENTE, pra que este débito passasse a ter um valor menos ridículo. Vai atrás da tua gerente e te resolve com ela, eu só saio daqui depois que vocês resolverem me passar um valor condizente com a realidade.


- Senhor, mas eu não posso lhe dar nada impresso, se o senhor quiser, eu anoto em um papel...


- [puxando o celular do bolso] Vem cá, tu vais querer me dar esse extrato ou tu preferes entregar pra minha advogada?


- Só um minutinho, Sr. Thyago... (e se levantou).


É. A minha vontade era de rir, mas se eu risse, eu perderia a pose. A menina, coitada, na hora que eu falei em advogada, ficou branca. Olhei pra mammys, ao longe, e sorri. Ela fez um sinal de legal e eu voltei pro meu ar de estou-muito-puto-e-vou-processar-esta-porra-toda. Uns 2 minutos depois, a bonita volta.


- Senhor, eu falei com a minha gerente e, como o senhor é um cliente especial ela lhe deu um desconto um pouquinho maior. O valor do seu débito total, pra pagamento à vista, é de R$ 604,03.


Cliente especial? Doido, o limite do meu cartão era R$360, desde quando um ser humano com este limite é especial pra alguém?!


R$604,53? Viu como a gente tem que dar uma de doido, pra conseguir as coisas?


Pois é. Paguei a bosta e, de quebra, ela me deu um documento que mostra os valores dos meus débitos o que, segundo pequena amiga dotôra dêvógada, já nos serve pra entramos na justiça contra eles. Por que vocês sabem, né? Eu fui humilhaaaaaado demais nestes dias, enquanto eles me acusavam de dever centenas de milhares de reais, uhuhh.


Enfim... por enquanto, é o que eu tenho pra contar da saga “pagando as dívidas”... mas como ainda tem conta – e Murphy não sai do meu pé, e vocês sabem disso – provavelmente eu ainda terei alguma coisa pra falar sobre este assunto pra vocês...


Xeru, povo! Ótima semana pra vocês! ^^


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mata! Mata! Mata!

Sabe aqueles dias em que você deita na cama pra dormir e pensa, com um sorriso no rosto: “É, hoje foi o meu dia!”?

Eu não estou num desses! E olha que agora que são 16h! Deixem-me contar as tudo o que já aconteceu em minha pequena vida neste dia de hoje...

Lembram que eu falei que tava sem net, né? Pois é!

Na sexta feira, 28/08, meu modem “acordou morto”. Pois é: ele simplesmente dormiu bem, não tava se reclamando de nadinha... mas de manhã, foi pra céu dos modens/m’s(realmente num sei o plural disto, mas tudo bem!). Foi toda uma comoção, “Meu Deus! Meu Deus!”, desesperamo-nos todos, na incerteza de como ficariam nossas vidas sem internet. Ainda tentei reanimá-lo, ligando e desligando no botãozinho dele, apertando os cabos, mas nada! It was dead!

Foi uma sexta feira dolorosa, é verdade.

Mas no sábado, já havíamos superado a dor ao saber que a Jet – nossa empresa de TV por assinatura – já havia disponibilizado a sua internet lá pras nossas bandas, e que ela, de 2 mega de velocidade, sairia mais barata que a velox de 1 mega – que não, não é a que eu tenho, a minha é de 300 mermu! ¬¬’ – num sei quê, bla bla bla. Resultado? Largamos o modem de mão e nos conformamos que, dali a sete dias, estaríamos com uma net sensacionalmente fodástica em casa. Ok.

Tá, nós não nos conformamos. Tanto que, na segunda, 31/08, papai resolveu levar o modem lá pra onde ele trabalha pra ver se alguém consertava o pequeno modem.
Estou eu trabalhando, quando meu querido papai me liga, na doçura sempre presente em seu ser:

- Ei, seu burraldo! Adivinha?

- Que foi pai?

- O modem não tá queimado, idiota! Tá funcionando direitinho aqui!

- Como é que é, siô?

- É, fala aqui com (insira aqui um nome estrambólico de um filho da puta qualquer).

[Passa o telefone]

- Oi, é o seguinte: não tava funcionando porque o botão bem aqui tava desligado, tava pro off.

- É o quê, rapá?

- É, o modem só tava desligado. Ta bonzinho!

[pausa pra eu não engolir o telefone]

- Meu amigo, é o seguinte: eu lá tenho cara de idiota?

- Oi?

- É, eu lá tenho cara de quem não sabe a diferença entre on e off?

- Não, é que...

- Pois fique sabendo que eu sei muito mais do que você, pelo visto. Se não ligou com
a fonte dele aqui em casa e ligou com uma qualquer ai tua, o fio da fonte dele deve ta quebrado por dentro. Fikdik.

- [afastando o telefone] Seu Júlio, pegue aqui...

Pois é. Porque eu sou obrigado a escutar esse tipo de coisa, né? Ah, e que fique claro que este foi o mesmo dia cujo eu falei com a atendente fdp do banco... Pois é!
Daí que papai levou o modem pra casa, pra testarmos com as coisas que tínhamos lá. Saí catando tudo quanto foi carregador que eu achei em casa, pra sair enfiando os trocinhos no buraco dele. Fomos testando um por um, até que achamos um que entrasse direitinho.

Enfiamos.

Quando eu ia ligar o troço na tomada, papai pergunta:

- Tu tens certeza que esse negócio é 220 [wolts]?

- Tenho, pai. Ele sempre ficou ligado direto na tomada.

- Então, tá.

Quando eu vou ligando, ele grita:

- TU TEEEEEEEEENS CERTEZA, NÉ?

- Teeeeeeenho, pai! Eu que ligava e desligava esse troço, num tow dizendo?!

- Uhm...

Lá ia eu de novo... e ele me interrompeu umas 15x, sempre perguntando se eu tinha certeza, e eu sempre dizendo que tinha.

Finalmente, liguei o troço na tomada.

Foi um momento lindo.

De repente, saiu uma luz amarelada de dentro do modem, praticamente um pôr-do-sol. E o cheirinho? Aquele cheirinho boooooom... DE QUEIMADO!

Pois é.

A porra do modem – agora realmente – queimou. E na mão de papai, depois dele ter me perguntado dezeeeeenas de vezes se eu tinha certeza se aquilo num iria queimar.
Saí rindo, obviamente – porque quando eu me desespero eu não choro, eu rio. Fiquei olhando pro modem lá, agora sim, mortinho da silva, enquanto papai só me chamava de
pê-do-bó pra baixo.

Pois é. Como era aniversário de irmã humilhadora, saí do quarto e fui conversar com o povo e contar minha proeza. Ok.

Os dias se passaram... ligamos durante a semana toda pra fazermos com que eles fossem logo lá, pra não passarmos o feriadão sem net, mas não deu certo. Mas como todos passamos o feriadão fora, nem sentimos.

Ontem, 09/09/09, pedi que papai ligasse pra lá mais uma vez, no que eles agendaram a instalação pra hoje, dia 10.

Nem consegui dormir direito, de tão empolgado.

Fui trabalhar, quando papai me liga:

- Ei

- uhm?

- Ó, não vai dar pra instalar a internet...

- [já puto] Hoje? E quando é que eles vão?

- Não, Thyago! Não vai dar pra instalar a internet, o sinal vai ficar ruim, num sei
quê...

- Como é que é, siô? Péra bem aí que eu vou ligar pra eles! [e pá na cara de papai.]

Ligo pra casa, mamãe atende, pedi que ela passasse pro cara da Jet.

- Vem cá, por que diabos que vocês não vão instalar a internet?

- Senhor, é porque tem os prédios, e já tem duas estacas aqui...

- Eu pago pra colocar mais estacas, se for o problema.

- O problema não é esse, moço. É porque o sinal vai ficar fraco... o da TV mesmo já é fraco, pode até colocar a internet, mas ela vai cair o tempo todo...

-[a putice crescendo dentro de meu ser...] Uhm...

- E eu até falei com o meu coordenador, ele disse que conhece essa instalação mesmo aqui da sua casa, e que ele sabia que não ia dar certo não...

Ah, pra quê?

- ELE SABIA QUE NÃO IA DAR CERTO?! [Dei um berro que todo mundo na imobiliária me olhou]

- Uhm... é... ele disse que ele que veio aqui instalar a TV, talz...

- E ESSE FILHO DE UMA DESCABAÇADA NÃO PODIA ME DIZER ISSO ANTES?! ELE TNHA QUE
ESPERAR QUINZE DIAS PRA DIZER, SÓ QUANDO VOCÊS TÃO AÍ, QUE A PORRA DO CARALHO DA INTERNET NÃO VAI FUNCIONAR?!

- Senhor, desculpa...

- DESCULPA É O CARAAAAAAAAAAAAAAAALHO! TU SABES O QUE É PASSAR 15 DIAS SEM INTERNET?

- Senhor...

- Vaaaaaaai te lascar tu, teu coordenador, tua empresa... vão tudo pro diabos que os carregue! Irresponsáveis, filhos das putas... [e mais uma série de palavrões que eu não me lembro, mas eles realmente fluíram....]

- [afastando telefone] Senhora, pegue aqui o telefone...

Sim, eu surtei.

A única coisa que o homem fez foi dar o fone pra mamãe, pedir desculpas e pronto.

Aí o que acontece?

Thyago tem que comprar uma porra de um modem novo.

Uma porra de um modem novo custa – o mais barato que eu encontrei – 150 conto.

Thyago tem 150 conto?

Só se tirar do cu com gancho. Um bem curvo e profundo.

Pois é.

Tow mais liso que quiabo, porque tow pagando as contas – sendo que ainda nem paguei
a de R$250 mil...

Mas quem disse que meu dia acabou aqui?

Fui pra casa. Fiquei de sair com amor... mas quem disse que amor tava AO MENOS com a bosta do celular ligado? Pois é! Não saí com amor.

Ia dormir. Quem disse que mamãe me deixou dormir? Fui obrigado a ir pra rua pra ela comprar remédio pra uma tia minha dar pra uma porra de um caralho de um cego que lê mão – sim, isso mesmo! – que é amigo dela.

Tinha que ir ao banco fazer um favor pra papai. Na porra da Caixa que fica aqui na universidade, eles só deixam um caixa automático com dinheiro. E a porra da caixa daqui é onde todos os pobres vêm sacar o dinheiro do bolsa-caralho-que-o-parta deles. Daí que fica uma fila única e sempre, SEMPRE, tem um pobre fedorento na minha frente, atrás de mim ou as duas coisas. SEMPRE, sem sacanagem alguma. E claro que, dessa vez, não foi diferente! A pessoa mais fedorenta do universo estava onde? Na minha frente! Era uma mistura de CC, Kolene e leite de rosas que meu deus do céu, quase eu ponho meu almoço pra fora!

Mas isso não é tudo... claro que pobre nunca sabe mexer também nas porras dos caixa(s)-rápido(s)[tow com problema com esses plurais hoje!], apesar de já receberem o bolsa-fode-com-a-vida-de-quem-trabalha há décadas, e a fila não anda. Depois de passar meia hora com apenas 7 pessoas na minha frente, a vagabunda fedorenta pessoa que estava à minha frente vai ao caixa. Depois de mais quase 5 minutos pra conseguir chegar a parte onde pede pra digitar o valor que quer sacar, quanto é que ela pede pra sacar?

Chutem!

4 reais.

Isso mesmo: QUATRO REAIS!

Q-U-A-T-R-O-R-E-A-I-S!

Q

U

A

T

R

O

R

E

A

I

S

!

Pois é.

Não matei porque eu num ia ser preso por matar aquilo, não valia a pena.

Tirando isso, vim pra sala e comecei a escrever este post, porque eu precisava publicizar isto.

Porque serinho? Murphy me ama. E como nunca amou ninguém.

Xeru, e o próximo post é a parte 3 do “pagando as dívidas”.

Xau, xau!

[Sim, o post ficou enorme... mas se não gostou, alt+f4 é a serventia da casa.
Gradicido.]

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pagando as dívidas - Parte 02

Pois é.

Quem leu, sabe que agora eu resolvi que vou pagar minhas contas pra poder gastar horrores de novo e mandar meu nome pro SPC e Serasa de novo, auhsuah. Depois que eu liguei pro Banco e a atendente filha da puta me frescou, chegou a hora de ligar pras outras coisas.

Liguei pra Riachuelo – pq sim, eu devo a Riachuelo. Ligo, me atendem - pessoas educadas, ao menos - Bla, bla, bla, quero pagar, num sei quê....

- Senhor Thyago, o senhor está em atraso a MIL SETECENTOS E VINTE E UM dias – porra, isso tudo, doido?! – e seu débito está no valor de 324 reais.

- Ah, só isso? Tem desconto à vista?

- Tem sim, senhor, só um momento... [quinze minutos depois...] O senhor pode pagar 150 reais.

- Ah, ótimo. Manda o boleto pro meu e-mail, por favor.

- Ok, senhor.

- Tá bom, então. Brigado e boa tarde.

- Senhor, só um minuto.

- Diga.

- Eu vejo aqui em nossos sistemas que o senhor possui um outro débito conosco.

- Oi?

- É, o senhor tem um outro débito conosco. Ele está em aberto há mil setecentos e CINQUENTA e um dias, e é referente a um saque no cartão.

- Ah, sim, só um minuto...(abaixo o telefone e] [grito mode on]MÃÃÃÃÃE, EU SAQUEI ALGUM DINHEIRO DO CARTÃO DA RIACHUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELO?

- SACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU. TREZEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTOS REAIS

- TÁÁÁÁÁÁ! [/GRITO MODE OFF](volto pro telefone)

- Sim, sim... foi um saque de trezentos reais... quanto é que ta o débito?

- Senhor, o senhor deve...

(pausa)

- Alô?

- Desculpe, senhor... é... uhm... O valor do seu débito é de DUZENTOS E QUARENTAE SETE MIL, QUATROCENTOS E DEZENOVE REAIS E CINQUENTA CENTAVOS.

[pausa dramática]

- Oi?

-É, senhor... o valor que conta no meu sistema é este: R$247.419,54.

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

[Serinho que eu dei a maior gargalhada que eu já dei na vida, maior do que a do “SO-DÔ—KU”]

- Senhor Thyago?

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

- ... Senhor?

- kkkkkk... Aaaaaaaaaaaaaaai, ai... Gente, como assim?

- É, senhor, é o valor que consta no meu sistema...

- Ai, ai... cara, isso é um absurdo... com quem é que eu falo pra ver esta loucura?

- Senhor, o seu débito como é antigo, já não está mais conosco... [serinho que todo mundo que eu for resolver pagar vai querer me dizer isso, agora? Hunf!] Tá com uma terceirizada, num sei quê, bla bla bla... O número de lá é tal, tal, tal, o senhor ligue e veja SE ELES TEM CONDIÇÃO DE LHE DAR ALGUM DESCONTO...

- Meu querido, eles VÃO TER que me dar desconto... num tem condição de eu dever isso tudo... Mas ta, muito obrigado pela atenção, boa tarde.

- Boa tarde pro senhor também... e boa sorte!

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

[desliguei]

Pois é. Quando eu digo que Murphy me ama, cara... Alguém aê quer me emprestar R$250 mil?

Depois eu conto pra vocês o resto dessa história... [que já tem vários capítulos, o prob é que eu tow sem net em casa – o que merece um post sozinho, que eu posto durante a semana pra vocês...

Beijos, ótima semana [que num tem como não ser ótima, começando com 2 feriados! =D