sábado, 25 de abril de 2015

Inferno astral? Magina!

Era pra ser uma simples viagem de volta pra casa, mas quem um dia já leu algum post aqui, sabe bem que comigo as coisas nunca são simples, e que num espaço de 3h, TUDO pode acontecer comigo.


Meu voo era as 19h25. Como sai de campinas (sdds: voo direto), eu vou pro Tietê e de lá pego o buzão que me leva pro aeroporto. Sempre pego o ônibus das 16h00, pq é mais ou menos 1h de viagem, e eu chego com folga lá, pq com a minha vida é sempre bom fazer as coisas com antecedência. Dessa vez resolvi comprar logo a passagem do busão pela internet mesmo pra poder engabelar o dinheiro que mamãe me deu pra pagar auhsuahs.Beleza.

Da minha casa (deixa irmã humilhadora ler isso) pro Tietê são 2 estações de metrô + baldeação na Sé + 4 estações. Isso dá pra fazer em 20 minutos sem pressa alguma. Beleza. Saí de casa as 15h. Vou eu puxando minha mala (que mamãe entupiu de coisa pra eu trazer de volta pra SLZ) e minha mochila que, como é de rodinha, eu enrolei na haste da mala e vim embora, pq eu já tenho 2m de largura, puxando uma mala de um lado e uma mochila do outro, eu ia ocupar a calçada inteira.

Entro na estação, vou pra bilheteria pra comprar meu bilhete. Aí começa:

          1)  uma fila enormemente enorme pra comprar a passagem. Já fiquei meio puto, mas beleza, tava andando rápido. Uns 10 minutos depois, de bilhete na mão, me vooooooolto até o elevador (eu sempre pego o elevador quando tô no metrô com mala) e…

           2)  o elevador não estava funcionando. Pois é. Lá vou eu voltar o caminho todinho pra porra das catracas. Na hora de passar, aquela loucura: vai, volta, desenrosca a mochila da mala, passa na catraca, derruba a mala, pede pra pessoa de trás (que já tava me olhando com ódio) pra pegar a mochila… aquele carnaval. Mas beleza. Entro no metrô. Lá vamos nós! “Vou chegar cedo, ainda” penso eu. Mas…

           3)  as portas não fecham. “Ótimo!” eu penso. E cadê a porra do ar condicionado? A pilota do metrô avisa que estamos esperando os carros da frente se movimentarem. Uns 5 minutos depois, as portas finalmente fecham e começamos a andar.  Paramos na próxima estação, o povo desembarca, eu já vou mais pra perto da porta, visto que a minha parada é a próxima… “Agora vai!” eu penso. Mas claro que não vai. Porque logo assim que a minha voz que passa na minha cabeça diz isso…
           
          4) o metrô para de novo. 1 minuto, nada. 2 minutos, nada. 3 minutos. “Estamos parados aguardando a movimentação dos carros a frente” diz de novo a pilota. E aguardamos. POR 15 MINUTOS! E sem ar condicionado!
       
          5) Depois dos 15 minutos parados, finalmente eu chego ao Tietê. Aquele corre-corre, afinal, já eram 15h50! Saio do metrô, quando vou passar a mala pela catraca…

          6)  A haste da mala não aguenta o peso da  mochila enrolada nela e faz o que? QUEBRA. Olho com aquele olhar 666 pra mala, enfio a porra da haste no buraco até o lugar que ela fica firme o suficiente pra eu conseguir puxar (isso não era nem na metade da altura que eu a uso), carrego a mochila (que tá super pesada, pq também tem um monte de roupa dentro, pra eu não pagar excesso de bagagem) e corro TODO TORTO pro guichê pra resgatar a passagem. A moça vê meu sobrenome (o Braga, não o Polary) e diz que a filha dela também é Braga, não sei o que. Até que ela vê o relógio, são 16h em ponto e ela me manda correr pra pegar o ônibus. Eu fui desesperado, já achando que eu não ia conseguir, que Murphy ia me trollar, saio descendo as escadas (que não eram rolantes) carregando a mala e a mochila, quando eu olho o motorista entrando no ônibus, que já ia sair. Corri (imaginem o gordo correndo, todo torto por causa da mala baixa), esbaforidamente (sem nem poder abanar os braços, porque tava carregando as coisas) e finalmente consegui chegar ao ônibus. O motorista começou aquele bla bla bla dizendo que quase eu perco a viagem, num sei que, eu olhando com cara de poucos amigos pra ele, entreguei minha mala, e subi. TODO SUADO E DESCABELADO, afinal, ontem que eu tinha que sair de casa puxando mala pesada e pegar metrô, resolveu fazer 29º em SP. Não adiantou nada tomar um banho gostoso e demorado antes de sair de casa, colocar meu One Million maravilhoso, ajeitar o cabelo… Tava parecendo um pedreiro. Fiquei sentado um pouco no braço da poltrona, enquanto me secava e me ajeitava, pra não melecar a mulher que tava na poltrona ao lado e, quando a situação melhorou um pouco, sentei. Estamos andando pela Marginal, eu penso “Besta, murphy sacana! Pensou que eu ia perder meu ônibus e meu voo, né? Rá!”. E LOGO ASSIM que a minha voz imaginária da minha cabeça fecha a boca, o que acontece?

           7)  O ar condicionado do ônibus para de funcionar. Não, não é que o ventinho tava saindo quente, em vez de gelado. Ele simplesmente nem ventinho saía. “Não te desespera. Já já volta.” eu penso. 1 minuto, 3 minutos, 5 minutos. Nada. Alguém levanta e vai falar com o motorista: "Moço, o ar condicionado desligou." “Hum…" "Eita! e agora?” …" Mas é pra falar pro pessoal?”. A cada resposta sussurrada do motorista meu desespero só aumentava e saía de meu grande e roliço corpo em forma de cachoeiras de suor.  Daí o rapaz vira e diz: “Gente, seguinte: o ar-condicionado pifou, e as janelas não abrem. Tentem abrir esses basculantes das laterais”. Aquela comoção dentro do busão, a senhora da poltrona de trás me chamou pra tentarmos abrir o tal basculante. Empurra daqui, força de lá, dá uns murros dali. A porra não abriu nem com reza brava. Eu fui lá onde o motorista e falei “Siô, aqueles basculantes não abrem não. Como que faz?”. Ao que ele responde:

           8)  "Eu não sei não". AHHHH, DOIDOOOOO. COMASSIM ESSE COOOOOOORNO NÃO SABE COMO ABRE AQUELAS BOSTAS? Perguntei pra ele como faríamos, porque não tinha a mínima condição de viajar naquele calor do cão, aí ele diz que vai ligar pra não sei quem da empresa pra saber. Beleza. Ele liga, explica a situação e pergunta como faz pra abrir. A próxima frase dele é: 

           9)  “UÉ, CÊ NUNCA ABRIU UMA TAMBÉM?!” Peço a misericórdia divina, além de perdão pros meus pecados, porque eu decidi naquele momento que eu ia abrir a porta do ônibus e me jogar com ele em movimento mesmo, pq ao menos antes de ser atropelado e a roda do caminhão que tava ao nosso lado passasse por cima da minha cabeça, eu ao menos teria uns 2 microssegundos de vento no rosto. Acordo do meu devaneio com o motorista dizendo que ia encostar pra tentar resolver, enquanto a pessoa lá ligava pra não sei quem. Encostamos, justamente na hora que o motorista recebe a ligação de alguém dizendo como abrir os basculantes. E ao menos eu descubro que não era uma simples questão de ser pê do bó, é porque as pessoas parafusaram a porra do basculante, pra ninguém abrir. Ele abre a porta e vai ao bagageiro pra pegar uma chave pra poder desparafusar e quando entra pra fazer isso, ouvem-se gritos de EH TETRAAAAA! EH TETRAAAAAAAAAAAAA! Quando ele está abrindo o primeiro basculante (o da senhorinha da poltrona atrás da minha) a gente escuta uma sirene e uma freada brusca.

          10)  Pessoas correndo e subindo no ônibus. “POLICIA!” ouve-se o grito. Quando eu olho, um policial com a arma em punho pergunta o que tá acontecendo, por que a gente tá parado ali. Todo mundo começa a falar ao mesmo tempo, tentando explicar pra ele o ocorrido. Ele guarda a arma, cruza os braços e fica lá na porta, fazendo carão pra esconder a vergonha de ter dado aquele show todo. Quando o motorista termina de abrir os basculantes (eram 4, só) vai lá pra frente e o policial começa a dar lição de moral nele, que ele não podia parar ali, que só podia parar em caso de emergência, no que o motorista responde que era uma emergência sim. 10 minutos de discussão sobre conceitos de emergência depois, quando o povo do ônibus começou a reclamar que o policial tava só nos atrasando, ele finalmente nos liberou. O motora fecha a porta e eu penso “Vento, finalmente!’ e espero o vento bater no rosto. E espero. E espero mais um pouco. E daí finalmente…

          11)  nada. Claro que aqueles basculantes mínimos e em quantidade pífia não iam fazer diferença nenhuma. Pelo menos não pra quem tava a frente do primeiro (meu caso). Pode até ser que tenha ventilado lá pra trás, mas pra mim, vim no calorzão de SP até Campinas. Ou melhor: até a entrada do aeroporto. Porque NA HORA que viramos pra entrar aqui, o que aconteceu?


         12) O ar condicionado voltou a funcionar. Simples assim. 

E não, não é perseguição da vida comigo. DE JEITO NENHUM! IMAGINA!

Daqui pro dia 15 provavelmente eu volto por aqui. Beijos e boas risadas da minha cara. :)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A volta dos que foram e resolveram voltar

Cara, quanta saudade disso aqui. Passei muito tempo sem postar nada, mas de vez em quando eu venho aqui e fico lendo as postagens e os comentários de vocês, e juro: morro de rir. Bons tempos, aqueles! 

Mas enfim, precisei vir aqui hoje. Porque hoje foi um daqueles dias que eu preciso contar, pra vocês rirem da minha cara.

Estou fazendo uma dieta. Sim, sou daqueles gordos sem vergonha que fizeram redução de estômago e voltaram a engordar. Mas agora resolvi que vou tomar jeito na vida e, incentivado pela irmã humilhadora (lembram dela? Pois agora ela está mais humilhadora do que nunca, porque já é médica, ganha 50 mil reais por mês, e roubou meu sonho de morar sozinho em SP, mas tudo bem) resolvi entrar numa tal dieta de Dukan.

Beleza. No primeiro dia de dieta, fui ao supermercado que sempre vou, que fica no caminho de casa, mas lá não tinha muita opção das coisas que eu precisava comprar. Resolvi que ia a um da mesma rede, mas que fica um pouco mais longe, (e bem, mas beeeeeeeeeeeem contramão) já que ele é maior e, por estar numa vizinhança mais chique, provavelmente seria mais fácil ter esses produtos lights/diets/frescos que eu precisava.

Cheguei lá, fiz minhas compras e aproveitei e me pesei, já que lá tem balança, e nesse que eu sempre vou, no caminho de casa, não tem. Beleza. Tudo bem, tudo lindo.

Esses dias tenho me pesado em casa, mas queria ir lá pra me pesar na mesma balança, pra ter uma conta certa. Como eu precisava já repor umas coisas no estoque, resolvi que ia encarar essa viagem e ia lá de novo, após o trabalho.

6h da tarde, vamos lá. Peguei todos os engarrafamentos do mundo, encarei um pneu furado - sendo que 2 semanas atrás eu gastei uma fortuna pra ajeitar 2 pneus que furaram - e finalmente cheguei ao supermercado.

Peguei minha lista de compras - sim, porque agora eu sou praticamente uma dona de casa de classe média que sai pro super com uma listinha de compras! - e fui colocando as coisas no carrinho.

Depois de uns 30 minutos de muita andança, estou me dirigindo ao caixa quando pego logo a carteira pra procurar o cartão.

~ Thyago congelado a lá Avenida Brasil ~

Cadê cartão?

Procurei, bati nos bolsos, nada. Pensei: posso ter deixado no carro. Coloquei o carrinho cheio, já morto de vergonha, de lado e fui ao carro. Procura de um lado, procura do outro... Nada de cartão!

Já fiquei puto, óbvio! Murphy, se lascar, cara!  Puta merda, uma hora pra chegar ao supermercado, mais meia hora pra fazer as compras, pra na hora não ter cartão?! (Só mais um detalhe: eu estava com fome, muita fome, pois não havia feito nenhum lanche a tarde. E gordo com fome fica numa vontade boa de matar os outros, vocês sabem, né? Pois é!) "Ao menos vou logo me pesar!", pensei. E voltei pro supermercado.

Fui até onde estava a balança da ultima vez e... Cadê? Tinham sumido com a bichinha. Como da ultima vez, conversando com a menina do caixa ela disse que eles viviam mudando a balança de lugar, fui perguntar pra um cara onde estava. O que ele respondeu?

- AH, desativaram a balança. Não tem mais.

Pqp! Puta merda, uma hora pra chegar ao supermercado, mais meia hora pra fazer as compras, pra na hora não ter cartão, e nem a porra da balança?! 

Fumacei de ódio, né. Mas beleza, resolvi que ia pra casa. 

Dai lembrei que num supermercado que tem perto de casa, mas que não fica no meu caminho, tem uma balança. Como eu precisava de uma balança nova de parâmetro, pensei que essa seria perfeita, já que era perto de casa, e refiz meu caminho pra chegar nesse super. 

Engarrafamento. Engarrafamento. E mais engarrafamento. Sendo que no meu caminho normal casa - trabalho - casa eu não pego engarrafamento algum, porque tô sempre no contrafluxo. Enfim, mais uns  20 minutos, chego ao supermercado. Vejo a balança ao longe, e penso "ao menos isso!". Quando eu chego bem pertinho, o que eu vejo? Um aviso: BALANÇA QUEBRADA.

Seriously?! 

Sentei e chorei, porque né? Penso que Murphy apenas incorporou na minha pessoa hoje, porque só isso explica.

Enfim... Depois dessa, resolvi que vou ficar me pesando na minha balança véia pôde mesmo, porque dá menos trabalho e gasta menos combustível.

Era isso, crianças. É que foi tanta merda junta que eu realmente precisava mostrar a vocês que muita coisa muda na vida, menos essa minha vida de merda! =p

Beijos!